Max Verstappen vence na Arábia Saudita

0

Max Verstappen, piloto da Red Bull, venceu a corrida com uma estratégia de uma paragem, aproveitando o safety car, da volta 16, para deixar os médios nas boxes e sair para a corrida com duros. Foi com estes pneus que, a três voltas do final, ultrapassou Charles Leclerc, da Ferrari, que seguiu a mesma estratégia e acabou a corrida no segundo posto, à frente de Carlos Sainz, o seu companheiro de equipa. Sergio Perez saiu da pole position e liderou a corrida durante as voltas iniciais, mas realizou o seu pit stop na volta antes da entrada do safety car em pista, o que acabou por lhe custar a vantagem.

Todos os pilotos começaram a corrida com o composto médio, à exceção de Kevin Magnussen (Haas), Lewis Hamilton (Mercedes) e Nico Hulkenberg (Aston Martin), que iniciaram a corrida com o composto duro. Foram também os únicos a optar por não parar quando surgiu o safety car, embora Magnussen e Hulkenberg tenham conseguido parar sob um safety car virtual, quando faltavam 13 voltas para o final. Hamilton parou três voltas depois de ser mostrada a bandeira verde e terminou na 10ª posição, um lugar atrás de Magnussen.

A degradação dos pneus não foi muito acentuada ao longo da corrida, com alguns stints longos, em particular com o composto duro.

A corrida começou às 20h, horário local, com temperaturas consistentes (26 graus de temperatura ambiente e 34 graus de temperatura de pista).

COMPORTAMENTO DOS PNEUS

DUROS C1: Foi fulcral para a corrida, com uma degradação próxima de zero. Leclerc e Max Verstappen protagonizaram um divertido duelo final pela liderança com este composto. Leclerc viu a vitória fugir, mas alcançou o ponto extra para a volta mais rápida, quando faltavam apenas duas voltas para o final. Hamilton completou um stint inicial de 40 voltas com pneus duros.
MÉDIOS C2: Utilizado por quase todos os pilotos no stint inicial, antes de trocarem para o composto duro. Mostrou um bom desempenho e níveis de degradação inferiores aos registados durante os treinos livres.
MACIOS C3: Destacou-se durante a classificação, mas a menor degradação oferecida pelos compostos médio e pelo duro não fez do macio uma escolha adequada para este GP.

Mario Isola: “Mais uma boa noite, outra boa corrida! Mais uma vez, em condições completamente diferentes das que assistimos no Bahrein, em termos de traçado e características da pista, vimos os carros mais recentes com uma grande capacidade de rodar perto e de ultrapassar os carros adversários, o que proporcionou grandes batalhas na pista: algo que se deve também aos pneus novos. O composto duro foi crucial para a corrida, demonstrando um forte desempenho e uma degradação perto do zero, algo que ficou provado por Charles Leclerc, quando registou a volta mais rápida a duas voltas do final, com um conjunto com várias voltas. O médio também apresentou níveis bastante baixos de degradação, contribuindo para a consecução das estratégias de uma paragem, que considerámos ser a mais rápida, e ajudando a proporcionar uma corrida emocionante do início ao fim. A volta mais rápida da corrida foi também menos de um segundo mais lenta do que a volta mais rápida registada no ano passado. Em suma, fica claro como os novos carros e o novo pacote de pneus estão a cumprir com as expectativas que tínhamos para este ano. Parabéns a Max Verstappen pela vitória emocionante!”

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.