Pirelli faz a antevisão do G.P. da Arábia Saudita

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Menos de quatro meses após sua primeira visita, a Fórmula 1 está de regresso à Arábia Saudita. A Pirelli escolheu novamente os compostos intermédios da sua gama de F1, embora para esta ocasião, estejamos a falar dos novos pneus de 18″. Assim, veremos e ação os compostos C2 (duros), C3 (médios) e C4 (macios). Será a primeira vez que as equipas terão o C4 como opção, já que na última corrida, foram escolhidos os três compostos mais duros.

A escolha deve-se às características da pista de Jeddah (tanto em termos de traçado como de asfalto), às temperaturas esperadas, e aos dados recolhidos na corrida de estreia. A nova superfície do ano passado oferece um bom nível de aderência e níveis razoavelmente baixos de abrasão do asfalto, o que deverá significar um desgaste e degradação moderados. Devido ao seu layout, a pista não pode ser considerada particularmente exigente em termos de tração e travagem. Espera-se um alto grau de evolução da pista durante o fim de semana, graças às corridas de apoio de Fórmula 2.

O circuito de rua mais rápido do calendário da F1 mudou um pouco desde a sua estreia, devido às alterações solicitadas pelo órgão regulador, após alguns incidentes verificados no ano passado. Assim, foram abertas linhas de visão através das curvas, com as barreiras deslocadas mais para trás, e procedeu-se a um alargamento da curva final (Curva 27), com a remoção de uma arquibancada, o que pode tornar a volta um pouco mais rápida. A curva 13 (de 27) continua a apresentar 12 graus de inclinação, o que ajuda a manter a rapidez do circuito, fazendo desta a segunda volta mais rápida do ano, depois de Monza.

O Grande Prémio da Arábia Saudita é o segundo evento noturno consecutivo do calendário, o que significa que as temperaturas da pista podem diferir entre as sessões – como foi o caso do Bahrein – com a FP2 e a qualificação a assumirem-se como os momentos mais representativos das condições de corrida.

Mario Isola “Jeddah representa um desafio completamente diferente em comparação com o GP do Bahrein, devido às características da pista, tanto em termos de layout como de asfalto. Os pilotos também terão ao seu dispor uma variedade de compostos mais macios para lidar com as exigências específicas da pista, que é quase tão rápida como Monza. As equipas vão para Jeddah sem experiência com estes pneus, e as condições podem ser um pouco diferentes das que se verificaram na Arábia Saudita, com a corrida a decorrer num horário diferente e com algumas modificações realizadas ao layout da pista. Os compostos escolhidos são os mesmos de 2021, mas a composição mudou completamente em relação ao ano passado. Como resultado, as equipas terão muito trabalho a fazer para assimilar o máximo de dados possível durante os treinos livres, especialmente na FP2, que será a única sessão relevante, uma vez que será realizada à mesma hora que a qualificação e a corrida.”

Fórmula 2

A temporada de Fórmula 2, continua em Jeddah, com os compostos médios e macios. Trata-se de uma escolha um nível acima do que no ano passado. O macio apresentará um desafio diferente para os pilotos, adicionando mais opções em termos de estratégia e ajudando em qualquer possível reinício sob a alçada do safety car. Este ano, não existe a possibilidade de reabastecer durante a qualificação, pelo que os carros estarão agora mais pesados no início da sessão. Tendo estes dados em conta, cabe referir que o macio oferece mais versatilidade perante diferentes cargas de combustível e possui uma vida útil mais longa, permitindo aos pilotos forçarem durante mais tempo. Cada piloto tem cinco conjuntos de pneus (três médios e dois macios) para usar no fim de semana.

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