Ferrari dominou na abertura do campeonato

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Charles Leclerc, piloto da Ferrari, saiu da pole para vencer o Grande Prémio do Bahrein. O monegasco parou por três vezes, tendo realizado dois stints iniciais com macios, antes de equipar pneus médios e de voltar novamente ao composto macio na parte final da corrida, aproveitando um período de safety car.

Leclerc conquistou também o ponto da volta mais rápida da corrida, com o pneu macio, já perto do final. Carlos Sainz, que subiu à segunda posição do pódio, seguiu a mesma estratégia e fechou um fantástico fim de semana para a Ferrari.

Com as regras de 2022, todos os pilotos tiveram a opção de eleger os pneus para o início da corrida. À exceção da McLaren, que iniciou com o composto médio, todos os pilotos optaram por pneus macios.
Lewis Hamilton, piloto da Mercedes, fez o primeiro pit stop da era dos pneus de 18 polegadas, para deixar os seus pneus macios nas boxes e sair com o composto duro.

A corrida começou às 18h, com a temperatura ambiente a marcar os 24 graus, e com 27 graus na pista, valores um pouco mais elevados em comparação com as noites anteriores.

COMPORTAMENTO DOS PNEUS

DUROS C1: Foi utilizado por sete pilotos durante a corrida. Foi o composto mais lento, mas mais consistente, embora exigisse um tempo de aquecimento mais longo.
MÉDIOS C2: Demonstrou um bom desempenho, com uma degradação em linha com os valores que haviam sido medidos anteriormente. A maioria das equipas tinha apenas um conunto disponível, mas as que dispunham de dois hesitaram em usá-los.
MACIOS C3: Foi o composto mais importante da corrida. Ofereceu uma vantagem em termos de desempenho no arranque, e por isso foi utilizado por todos os pilotos, exceto pela McLaren. Os níveis de degradação estavam também em linha com o que haviam sido registados nos dias anteriores.

Mario Isola: “A estreia no campeonato dos novos regulamentos da Fórmula 1, juntamente com os nossos mais recentes pneus de 18 polegadas, proporcionou uma corrida com muita emoção do início ao fim e algumas grandes batalhas. Estamos satisfeitos com o desempenho dos pneus. Os compostos macio e médio foram fundamentais, com os pneus duros a assumirem uma escolha alternativa e mais consistente. A temperatura mais baixa das mantas de pneus também contribuiu para o desafio de colocar os pneus na janela de funcionamento correta, tornando o undercut mais complicado para os pneus duros do que o habitual. A estratégia foi influenciada pela natureza abrasiva da pista, que garantiu uma corrida de pelo menos duas paragens, e pelo safety car tardio, que levou a uma paragem extra e contribuiu para um final de corrida dramático. Parabéns à Ferrari pela dobradinha.”

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