Pirelli lança o G.P. de Itália

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Para a corrida caseira da Pirelli, que decorre num dos circuitos mais rápidos da temporada, foram escolhidos os três compostos intermédios da gama de F1: C2 como duros, C3 como médios e C4 como macios.

Esta escolha, verificada também nas duas últimas temporadas, oferece um bom equilíbrio para as exigências do GP Itália.

Monza é um circuito reconhecido pelas suas retas, travagens fortes, mas também por possuir com algumas seções mais lentas e técnicas.

As longas retas têm o efeito de arrefecer os pneus, o que pode afetar a precisão das curvas seguintes, fator que será influenciado pelas condições meteorológicas, que podem variar tendo em conta a época do ano.
As equipas vão optar por uma configuração de downforce reduzido em Monza, de modo a minimizar o arrasto e a maximizar a velocidade máxima nas retas, o que colocará uma maior ênfase na aderência mecânica no que na aerodinâmica.

Além disso, as longas retas também permitem aos pilotos explorar os cones de aspiração, de modo a procurarem vantagem nas lutas com os monolugares da frente.

Na época passada, o Grande Prémio de Itália sofreu um atraso devido a uma bandeira vermelha, que acabou por afetar as estratégias das equipas. O GP acabou por ser decidido numa corrida de 26 voltas ao sprint, com o top 6 a optar por pneus médios para essa luta final. No ano anterior, a combinação vencedora foi uma estratégia de macios/duros, com os restantes integrantes do pódio a escolherem uma estratégia de macios/médios

FÓRMULA 3: O QUE ESPERAR

A Fórmula 2 regressa em Monza, para a quinta jornada, com os pneus macios e médios. Como de costume, os pilotos têm seis conjuntos no total (quatro de médios e dois de macios) disponíveis para o fim de semana. O composto médio de 2021 oferece melhores níveis de desempenho em comparação com seu homólogo de 2020, aproximando-se ao macio em termos de performance, que não sofreu alterações em relação ao ano passado.

MARIO ISOLA – RESPONSÁVEL PIRELLI NA F1

“No passado, aprendemos que uma série de diferentes estratégias são possíveis em Monza, e com a qualificação ao sprint, que adiciona outra forte variável, as equipas são forçadas a repensar toda a sua estratégia de pneus para o fim de semana. Trata-se de um circuito com foco na tração, pelo que o maior desafio será evitar que os pneus traseiros deslizem e aqueçam em demasia, já que a configuração de baixo downforce significa que não há muita pressão para pressioná-los contra o solo. O clima vai desempenhar um papel importante, uma vez que esse problema se acentua com as temperaturas mais elevadas.”

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