Pirelli faz a antevisão do G.P. da Hungria

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O Grande Prémio da Hungria marca o fim da primeira metade da temporada de F1, antes das tradicionais férias de verão, com os três compostos do meio da gama: C2 (duros), C3 (médios) e C4 (macios).

Trata-se da mesma escolha de pneus da edição do ano passado. Este é um circuito que não é particularmente exigente com os pneus, o que faz desta uma escolha adequada para a pista apertada e sinuosa, especialmente se as temperaturas forem elevadas.

De regresso está também o formato tradicional e as habituais regras de pneus, após a qualificação em formato de sprint, estreado em Silverstone.

CARACTERÍSTICAS DO CIRCUITO

Em contraste com as curvas rápidas de Silverstone, o Hungaroring quase parece um circuito de kart: a pista é estreita, tradicional e tem uma série de curvas ininterruptas, o que significa que os pneus terão um papal fulcral.
Pelas suas características, será complicado vermos muitas ultrapassagens, pelo que este é um fator importante no momento de preparar a estratégia de corrida, com a posição em pista a assumir uma indubitável importância para as aspirações dos pilotos.

As altas temperaturas de verão, juntamente com o anfiteatro natural no qual o circuito está instalado, significa que há um fluxo de ar reduzido, o que dificultará o trabalho dos pilotos.

No ano passado, assistimos a uma grande variedade de estratégias. Os pneus de chuva e os intermédios foram utilizados no início da corrida por causa da chuva, contudo, em 2019 (com a mesma escolha de pneus), verificaram-se estratégias de uma e de duas paragens. Lewis Hamilton, que visitou as boxes duas vezes, venceu a corrida, num final de cortar a respiração. As equipas têm muita experiência e dados sobre este circuito, uma vez que o mesmo faz parte do calendário desde 1986.

FÓRMULA 3: O QUE ESPERAR

A Fórmula 3 utiliza apenas um composto por corrida. Na Hungria veremos o composto médio em ação. É também esse o composto que transita da última corrida para utilização nos treinos livres. Este ano, com três corridas por fim de semana, os pilotos de Fórmula 3 têm direito a cinco conjuntos de pneus slick (além de dois conjuntos de pneus para chuva). As razões para esta escolha são as mesmas que fundamentaram a eleição dos compostos para a prova de F1.

MARIO ISOLA – RESPONSÁVEL PIRELLI NA F1

“Em relação aos pneus, não esperamos grandes surpresas deste Hungaroring, que tem sido uma constante no calendário e que marca o fim da primeira metade da temporada. A principal característica da pista são as curvas apertadas e seguidas, com a ausência de longas retas para refrescar os pneus e o tempo quente. Fatores que fazem do Hungaroring realmente mais exigente com os pneus do que parece à primeira vista. Assim, é provável seja necessária alguma gestão dos pneus, em particular do composto macio. Como resultado, a melhor estratégia nem sempre é óbvia e diferentes abordagens resultam, frequentemente, num tempo geral de corrida semelhante, dependendo das circunstâncias individuais. É por isso que assistimos muitas vezes a táticas de corrida intrigantes no Hungaroring, o que proporciona incerteza e um desafio interessante para os engenheiros.”

OUTRAS INFORMAÇÕES PIRELLI

  • Um dos maiores eventos Pirelli do ano decorrerá durante o mesmo fim de semana do Grande Prémio da Hungria: o Spa 24 Horas, na Bélgica, para o qual a Pirelli irá transporar 13.000 pneus (incluindo pneus para as corridas de apoio).
  • O Rally di Roma Capitale, prova do Campeonato Europeu de Rali, decorreu no passado fim de semana. Giandomenico Basso e Lorenzo Granai, com um Skoda Fabia R5 equipado com pneus de rali P Zero RA, foram os grandes vencedores.
  • O programa de testes dos pneus slick de 18 polegadas, para a época de 2022, continuou após o Grande Prémio da Grã-Bretanha com as equipas da Aston Martin, Haas e Red Bull. O programa continuará após o GP da Hungria, com Ferrari, McLaren e Mercedes, na terça e quarta-feira.

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