Sebastien Ogier triunfou no regresso do Rali Safari

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  • Sebastien Ogier, piloto da Toyota, vence a lendária prova do WRC
  • Takamoto Katsuta, também da Toyota, conseguiu o melhor resultado da sua carreira, terminando no segundo posto.
  • Onkar Rai, piloto queniano que conduz um Volkswagen Polo, venceu o WRC3 e terminou no sétimo lugar na geral.

Após 19 anos de ausência do Campeonato Mundial de Rali, o Safari Rally presenteou-nos com o mais incrível drama da temporada, com as suas devastadoras etapas. Thierry Neuville, da Hyundai, caiu da liderança no último dia, colocando a dupla da Toyota, Ogier e Katsuta, numa situação de empate, antes de o francês conseguir garantir a vitória. Os pneus Pirelli Scorpion KX demonstraram grande consistência face às condições mais exigentes registadas na presente temporada, com a borracha a demonstrar uma resistência superior aos componentes mecânicos dos carros, em várias ocasiões. As várias pedras de grandes dimensões acabaram por ditar o fim da competição para vários pilotos, apesar de os pneus terem estado à altura do desafio constante.

O PNEU VENCEDOR

A força do núcleo dos pneus Pirelli Scorpion KX marcou a diferença no Quénia. Verificaram-se várias secções completamente lisas durante vários quilómetros, seguidas de travagens fortes num piso extremamente acidentado e rochoso e, noutras situações, com areia macia. Os Pirelli Scorpion KX demonstraram, em todas as situações, a sua rapidez e fiabilidade. O Safari é reconhecidamente um dos mais desafiantes ralis e os Pirelli Scorpion KX, com a sua estrutura reforçada, demonstraram a durabilidade para enfrentar o desafio.

CITAÇÃO PIRELLI

Terenzio Testoni, representante da Pirelli no WRC: “O lendário Safari nunca foi uma corrida de velocidade, sendo sim uma maratona. Portanto, o especto importante não é apenas a velocidade, mas um ritmo consistente, que permita cuidar tanto os componentes mecânicos do carro como os componentes dos pneus. A maior diferença em relação aos ralis europeus é que os pneus não sofrem em termos de desgaste: sendo o flanco do pneu a parte que sofre mais pressão. O flanco garante a resistência do pneu, sendo responsável por lidar com a enorme quantidade de pedras, muitas das quais simplesmente não podem ser evitadas. Trabalhámos muito no desgaste e na resistência do KX, que trouxemos para o Quénia, e o resultado foi um pneu fiável em condições que se tornaram ainda mais extremas devido ao modo como os pilotos abordaram o rali inicialmente, ou seja, como se de um rali convencional se tratasse. À medida que o evento avançava, os pilotos adaptaram a sua abordagem, mas o Safari não deixou de fazer vítimas. Os pneus Pirelli estavam equipados no Ford Focus de Colin McRae que venceu o último Safari Rally, em 2002, experiência que se revelou muito útil para esta edição.”

O MAIOR DESAFIO

O desconhecimento sobre o Safari foi o maior desafio, com condições extremamente díspares, ao longo de todo o rali, que variaram entre temperaturas elevadas e chuvas torrenciais. Contudo, foram as estradas irregulares que surpreenderam os pilotos, com vários obstáculos a aparecer repentinamente e que colocaram o ponto final nas aspirações de alguns pilotos de topo.

OS VENCEDORES DA CLASSE

O piloto local, Onkar Rai, assumiu a liderança do WRC3 no seu Volkswagen Polo na sexta-feira e conservou-a até ao final, tendo terminado na sétima posição da geral: um grande feito em condições muito desafiantes. Jasmeet Chana foi o 13º da geral ao volante de um Mitsubishi Evo 10: todos os vencedores da classe utilizaram pneus Pirelli Scorpion K (que são semelhantes ao KX).

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