Pirelli faz a antevisão do G.P. de Portugal de F1

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Após duas corridas com a mesma escolha de compostos (C2, C3 e C4), veremos, em Portugal, o composto C1 (como duros a fazer a sua primeira aparição no campeonato, juntamente com o C2 (médio) e C3 (macio). É a mesma escolha que se verificou em 2020 e que que se justifica pelas exigentes características do circuito de Portimão, que está de regresso ao calendário após a sua estreia em Outubro passado.

No ano passado, houve uma atribuição específica de pneus para Portugal (e Turquia), com um conjunto extra de pneus duros e menos um conjunto de macios. Este ano, Portugal regressa ao padrão de atribuição que se utilizará em toda a temporada: oito conjuntos de macios, três de médios e dois de duros.

As condições meteorológicas podem resultar em temperaturas muito quentes, nesta altura do ano, no Algarve, não sendo raro o registo de temperaturas superiores a 20 graus. No ano passado, a corrida foi disputada com temperaturas frescas e com chuva fraca ocasional.

CARACTERÍSTICAS DO CIRCUITO

Embora tenha sido inaugurado em 2008, Portimão é muitas vezes comparado a um circuito old-school, com muitas mudanças de elevação e um traçado implacável. A pista é bastante larga, o que facilita as ultrapassagens e possibilita várias abordagens para as linhas das curvas.

Trata-se de um circuito bastante variado, com vários tipos diferentes de curvas e uma longa reta, que, em conjunto, fazem deste um bom teste geral às capacidades dos monolugares. Espera-se que os pneus sejam alvo de grandes cargas laterais e longitudinais, com várias travagens a fundo. Embora só tenha feito a sua estreia em corridas no ano passado, já foi um circuito escolhido para testes de F1 em outras situações.

Uma das curvas mais exigentes é a curva de Portimão: uma curva à direita de apex duplo semelhante à Acque Minerali, do Grande Prémio anterior, em Imola. A maioria das curvas são curvas cegas, o que aumenta o nível de dificuldade.
Por ter sido repavimentado recentemente, no ano passado a pista demonstrou uma fraca aderência. Para esta edição, o asfalto pode já ter amadurecido, o que proporcionará mais aderência.

A corrida de 2020 foi vencida por Lewis Hamilton (a sua 92ª vitória da carreira) com uma estratégia médios-duros de uma só paragem. O desgaste e a degradação dos pneus foram suficientemente baixos para permitir que Esteban Ocon completasse 53 voltas com o pneu médio.

MARIO ISOLA – RESPONSÁVEL PIRELLI NA F1

“A gestão dos pneus, e a colocação dos compostos mais duros nas suas janelas ótimas de funcionamento, foi um tema importante da corrida de Portimão, no ano passado, por uma série de razões. Todavia, este ano, com a possibilidade de condições climáticas diferentes e uma superfície da pista que pode ter evoluído, podemos estar perante um desafio totalmente diferente. A construção do novo pneu teve um bom desempenho durante as duas primeiras corridas de 2021 e agora é a vez do composto mais duro da gama fazer a sua estreia. Esta alocação de pneus foi selecionada para fazer face às exigências únicas que este circuito impõe aos pneus, que poderão ser agravadas perante temperaturas mais altas. No ano passado, todos os três compostos foram usados durante a corrida, com uma grande variedade de estratégias. As condições climáticas demonstraram-se frescas e ventosas, com chuva fraca ocasional, enquanto que as condições da pista mudaram ao longo do fim de semana. A nova superfície foi o principal fator para a baixa aderência verificada, enquanto que em termos do desempenho dos pneus, o aquecimento e a granulação foram os dois fatores mais relevantes.”

OUTRAS INFORMAÇÕES PIRELLI

A terceira ronda do Campeonato do Mundo de Ralis, exclusivamente fornecida pela Pirelli, decorreu no asfalto da Croácia, no fim-de-semana passado, com Sebastien Ogier a vencer pela Toyota.

A Pirelli também forneceu com exclusividade o GT World Challenge Europe, pela 11ª temporada consecutiva, que estreou recentemente no tralado (molhado) de Monza. A Porsche venceu com Klaus Bachler, Matteo Cairoli e Christian Engelhart.

O programa de testes da Fórmula 1 dos pneus de 18 polegadas para 2022 foi retomado em Imola após o Grande Prêmio, com os pilotos da Mercedes, Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, a experimentarem, pela primeira vez, as novas borrachas.

A Fórmula 2 e a Fórmula 3 realizaram testes recentemente no circuito de Barcelona, ​​com Felipe Drugovich (UNI-Virtuosi) a alcançar o tempo mais rápido na Fórmula 2 e Victor Martins (MP Motorsport) a liderar os tempos na Fórmula 3.

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