Sebastien Ogier e Toyota venceram o Rali da Croácia

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  • Sebastien Ogier, da Toyota, foi o grande vencedor numa acérrima luta a três.
  • O pneu P Zero duro da Pirelli fez sua estreia e foi um crucial para o desfecho do rali.
  • Nota ainda para o arranque do Júnior WRC, com Jon Armstrong a conquistar a primeira vitória.

O piloto da Toyota, Sebastien Ogier, venceu o Rali da Croácia com uma vantagem de apenas 0,6 segundos, após uma luta a três com seu companheiro de equipa Elfyn Evans e Thierry Neuville, da Hyundai, que só foi resolvida na última etapa. A ronda inaugural do Campeonato Mundial de Rali Júnior, para carros com tração nas duas rodas, ficou também marcada pela ação intensa, com a vitória a sorrir ao britânico Jon Armstrong.

O PNEU VENCEDOR

A Croácia marcou a estreia do pneu de composto duro P Zero RA da Pirelli (a versão macia deste pneu já havia marcado presença no Rallye Monte-Carlo, que pelas suas características, com a presença de neve e gelo, não pode ser considerado um rali de asfalto puro). Com as equipas a ter de optar entre o composto duro e o macio, num rali onde as condições de clima e do asfalto se mostraram extremamente variáveis, esta decisão acabou por ter ​um impacto crucial no resultado do rali.

A ETAPA-CHAVE

Etapa principal: SS1 Rude-Plesivica (6,94 km).

A primeira experiência no Campeonato Mundial de Rali da Croácia foi uma etapa cheia de retalhos que misturava asfalto novo, perfeito e fresco e asfalto extremamente desgastado. O nível de aderência sofreu alterações em todas as curvas e a dificuldade em ler a estrada fizeram desta a etapa-chave do rali, que viria a definir o tom para o resto do rali, decidido no último momento.

CITAÇÃO PIRELLI

Terenzio Testoni, responsável Pirelli pelas atividades de rali: “O primeiro fim de semana no asfalto foi muito exigente, com estradas, em várias situações, sujas e escorregadias. Foi um grande teste para os pilotos e, claro, para os pneus. A informação que recolhemos demonstra que as jantes foram quem mais sofreu. Em algumas situações, os danos graves acabaram por afetar os pneus. Esses danos nas jantes, causados ​​pelo asfalto em más condições e pelos solavancos, foi mais um desafio que todas as equipas e pilotos tiveram de efrentar. Quanto aos pneus, estamos satisfeitos com os níveis de desgaste, que se demonstraram razoavelmente contidos, apesar da severidade das superfícies e das altas temperaturas de operação, que chegaram a atingir os150 graus. Agora, estamos ansiosos pelo cascalho em Portugal, onde a resistência e a durabilidade serão as características essenciais dos pneus.”

O MAIOR DESAFIO

Novos ralis são sempre um desafio maior, mas o Rali da Croácia elevou todas as fasquias. Nenhum dos pilotos de fábrica havia sequer visitado o país e a total ausência do vídeo de bordo colocou uma maior ênfase no reconhecimento e testes pré-evento. As próprias estradas eram uma mistura excecional de testes apertados, tortuosos e técnicos combinados com trechos mais rápidos com curvas cegas e grandes saltos.

OS VENCEDORES DA CLASSE

Mads Ostberg conquistou uma vitória confortável no WRC2, ao volante do seu Citroen C3 Rally 2. Kajetan Kajetanowicz, campeão europeu da Pirelli, venceu na classe WRC3 por mais de um minuto, com o seu Skoda Fabia Evo. Jon Armstrong venceu o Juniors, com o Ford Fiesta Rally 4. Portanto, quatro fabricantes diferentes venceram as quatro classes principais: todos com pneus Pirelli distintos.

PRÓXIMO EVENTO WRC

Rali Portugal (cascalho) de 20 a 23 de maio

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