Vitória italo-sueco num arranque de época com as quatro estações do ano

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Dia duro, mas muito emocionante e disputado para todo o pelotão do Campeonato de Portugal de Ralicross e Kartcross by Diatosta, com a chuva a ser a protagonista da manhã e a levar a alterações no programa competitivo. Contudo, o despontar do sol por volta das 13 horas, o trabalho de recuperação da pista por parte do Clube Automóvel de Lousada e a alteração do programa competitivo ajudaram a minimizar os atrasos e oferecer assim um domingo ainda mais emocionante numa pista que se revelou muito exigente, onde se passou mesmo da lama ao pó… e de novo à chuva, passageira, e piso molhado mesmo ao cair do pano.

Condições climatéricas de altos e baixos que em nada prejudicaram as emoções da Supercar nesta primeira corrida da época de 2021 do Campeonato de Portugal de Ralicross by Diatosta. Oscar Ortfeldt, com o seu Ford Fiesta, não deu grandes hipóteses e com uma partida canhão assumiu a liderança ainda antes da primeira curva para não mais a perder. Mas se na frente tudo se decidiu cedo, o mesmo não se pode dizer em relação às restantes posições do pódio. Joaquim Santos, que assumiu a segunda posição à partida, acabou por ficar sem a suspensão traseira esquerda no Ford Fiesta, mas nem por isso desistiu e acabou por terminar em terceiro. O piloto da Bompiso, apesar das dificuldades, não venceu fácil o segundo posto final ao Campeão Nacional José Lameiro, que acabou por salvar o que foi um fim-de-semana muito complicado aos comandos do seu Skoda Fábia.

Quem também teve problemas foi João Novo. O piloto do Peugeot 206 fez a primeira metade da Final em segundo, mas problemas mecânicos acabaram por ditar a quarta posição.

Na sempre muito competitiva e concorrida Super 1.600, João Ribeiro (Skoda Fabia), o único dos três primeiros após as quatro corridas de Qualificação a passar à Final, foi o grande vencedor de uma corrida em que o segundo posto ficou a cargo do seu irmão Hélder Ribeiro (Citroën Saxo). Uma dobradinha para o clã Ribeiro conseguida graças à estratégia de Hélder que optou por fazer a Joker Lap no final da corrida, quatro voltas depois de Jorge Machado (Citroën C2), que lhe estava a servir de travão.

Bastante disputada foi a Final do Nacional 1.6, com Pedro Tiago (Citroën Saxo) a voltar a ser o mais forte, mas por meros 0,3s de margem sobre André Ferreira. O piloto do Peugeot 106 chegou à Final em terceiro, mas com um bom ritmo e boa estratégia, logrou o intermédio do pódio, à frente de Leandro Macedo que, ao optar pela Joker Lap na última volta, acabou por ter de se contentar com o terceiro lugar com o seu Citroën Saxo.

Complicada foi a vida dos homens do Nacional 2RM, com a chuva a manter a tradição lousadense e a voltar a marcar presença ao final dia, precisamente no momento em que a grelha de partida para a Final já estava alinhada. Ainda assim, e apesar de uma advertência devido a um toque com Adão Pinto (Opel Astra), Clemo Guicho foi quem melhor lidou com as condições climatéricas e acabou por levar o Renault Clio à vitória. Atrás dele, a pouco mais de três segundos, terminou Luís Carvalho (Peugeot 206) e Rafael Gomes (Citroën AX). Já Pinto, acabou por não concluir a prova no que foi um desfecho inglório depois de ter liderado o fim-de-semana até ao momento do abando.

Enquanto isso, na competição reservada aos mais jovens do Ralicross, os Iniciados, o triunfo final foi, sem surpresa, para Rafael Rêgo. O jovem piloto do Citroën Saxo não fez por menos e, depois de garantir três vitórias nas qualificaçõese um segundo lugar (descartado por ser o pior resultado), cruzou a linha de meta com uma margem de 7 segundos para Guilherme Nunes (Peugeot 106) e Rafael Rêgo (Citroën Saxo), que chegaram à final nas segunda e terceira posições, respectivamente.

Já nos Kartcross, a única competição a contar com uma grelha de 14 pilotos na Final, as emoções foram fortes de início ao fim das sete voltas, com vários toques e alguns pilotos a ficarem pelo caminho. Algo que não se pode dizer de Alexandre Borges. Líder após as corridas de Qualificação e segundo na Meia Final A, o piloto do Semog Bravo teve alguma oposição de Luís Almeida que, ao terminar a cerca de cinco décimos de segundo da frente, acabou por dar a dobradinha à Semog. No mais baixo do pódio ficou Rui Nunes com o seu LBS RX01.

E, como não podia deixar de ser, o programa contou ainda com o novo Troféu Júnior Kartcross. A competição reservada a jovens dos 13 aos 16 foi precisamente a abriu as hostilidades no que toca às tão desejadas finais. Dando continuidade às prestações das qualificações, Hugo Bueno (Kincar 600) voltou a apresentar um ritmo fortíssimo para levar de vencida a primeira das cinco jornadas desta competição sem grande dificuldade, ao bater a compatriota espanhola Yésica Santalla (LBS RX01) por mais de seis segundos, enquanto o mais baixo do pódio ficou nas mãos de Luís Quintana (LBS RX01). Um desfecho que acaba por espelhar bem o que se passou ao longo dos dois de prova.

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