Mercado de usados regista quebra de 33% em janeiro face ao periodo homólogo

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No entanto, e porque a procura dos comerciantes continua a aumentar, o preço médio no segmento profissional cresceu 24%

Principais conclusões:

● A subida do preço médio deve-se, em grande parte, à escassez de viaturas de até 10.000€ (menos de 25% do total de viaturas no final de fevereiro) disponíveis no mercado; à redução substancial de retomas; e à não colocação destas retomas em leilão.

● O tráfego no Standvirtual manteve-se estável em fevereiro quando comparado a janeiro, mas em termos de leads registam-se um aumento de chamadas e mensagens.

● No que respeita ao mercado de novos (ligeiros e pesados), face a fevereiro de 2020, regista-se uma retração de 53,6%. Já o mercado de motociclos, triciclos e quadriciclos quebrou 33,9% no período referido.

Lisboa, 05 de março de 2021 – O Standvirtual realizou, ao fim da tarde de ontem, um Webinar para apresentar o seu habitual barómetro do mercado automóvel, desenvolvido em parceria com a Associação do Comércio Automóvel de Portugal (ACAP). O evento online contou com o contributo de algumas figuras destacáveis do setor, tais como oradores Nuno Castel-Branco (Diretor Geral do Standvirtual), Pedro Soares (Diretor Comercial do Standvirtual), Daniel Rocha (Diretor de Estudos e Planeamento do Standvirtual) António Cavaco (Diretor do Departamento Económico e Estatístico da ACAP), Francisco Gil (Sócio-Gerente da F.Gil Comércio Automóvel), Gualter Mota Santos (CEO do Grupo Filinto Mota) ou André Marques da Silva (Administrador da MSCAR), e teve como principal objetivo divulgar os números e analisar o impacto deste segundo confinamento no setor.

Para além das conclusões já referidas, o painel de convidados debruçou-se sobre a forma de fazer negócio atualmente, nomeadamente o processo de compra online, e tentou contrariar o pessimismo que o setor atravessa nesta fase. André Marques da Silva, Administrador da MSCAR, explicou a evolução obrigatória no negócio: ”Investimos muito no site, porque desde o primeiro confinamento o tráfego aumentou e tivemos de reforçar o apoio ao cliente online. Criámos um chat, que não existia, e contratámos um vendedor digital. E isto fez toda a diferença. Esta pessoa passou a responder instantaneamente às dúvidas dos clientes, provocou interação com quem visitava o site e começou a conduzir todo o processo de venda por via digital. Ainda não é uma venda totalmente online, mas estamos a evoluir nesse sentido”.

E acrescentou: “Compramos um iphone ou um MAC online, mas um carro é diferente. Há processos de contacto que têm de passar pelo contacto físico. Há uma velha expressão que diz que ninguém compra um carro novo sem dar um pontapé nos pneus. Julgo que dificilmente, neste segmento, teremos uma venda puramente online, mas teremos uma venda online assistida”.

Por seu turno, Francisco Gil, Sócio-Gerente da F.Gil Comércio Automóvel, justificou o bom desempenho da região em que opera: “Por estarmos tão no interior, desde cedo tivemos de nos adaptar. E esta pandemia ainda veio acentuar mais as distâncias. Se antes 60 ou 70% do que vendia era para fora de Portalegre, num raio de 50km, agora diria que é 85 a 90%. Tivemos de investir nos canais digitais e comunicar para todo o país”, atirou. E explicou como se processa uma venda nos dias que correm: “Temos produzidos alguns vídeos em que mostramos a higienização dos carros e até como se processa a entrega para que as pessoas vejam logo como irá funcionar. Em termos práticos, o que fazemos é preparar o carro, higienizando-o, depois seguimos os protocolos e entregamos, via reboque, a viatura à porta do cliente. Depois, e sempre mantendo distâncias, a chave do carro é devidamente higienizada e colocada num saco de plástico. Antes de a entregar, o nosso colaborador faz uma última higienização às partes do carro onde os toques são mais habituais e entrega a chave. Toda a papelada é tratada por via digital”.

Pedro Soares, Diretor Comercial do Standvirtual, optou por passar uma mensagem mais otimista para o setor: “Tal como o André Marques da Silva já disse aqui, também nós temos muitos clientes que afirmam ter tido um mês fevereiro melhor que o de janeiro em termos de negócio. Os números ainda não são os melhores, mas julgo que, até potenciado as vendas online, daqui para a frente as coisas só poderão melhor”, considerou.

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