Pirelli faz a antevisão do G.P. de Portugal em F1

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Para o primeiro Grande Prémio de Fórmula 1 em Portugal, desde 1996, foram escolhidos os três compostos mais duros da linha: C1 (duros), C2 (médios) e C3 (macios). A escolha foi feita a pensar nas elevadas exigências do circuito, que embora seja moderno, transmite uma sensação “old school”.

Ninguém sabe muito bem o que esperar de Portimão para esta corrida de F1, mas a Pirelli tem alguma experiência derivada de corridas de GT. No entanto, optou-se por uma escolha mais conservadora com a seleção dos compostos mais duros da linha, para cobrir todas as eventualidades.

Embora a corrida tenha lugar em Outubro, há a possibilidade de se verificarem temperaturas superiores a 25 graus, no sul de Portugal.

Pela primeira vez na presente edição, os pilotos vão receber sete conjuntos de macios e três conjuntos de médios e de duros (tal como acontecerá na Turquia, no próximo mês), em vez de oito conjuntos de macios, três de médios e dois de duros. Esta alteração deve-se às exigências dos dois circuitos.

Durante a primeira meia hora da FP2 em Portimão, todas as equipas vão testar os protótipos de pneus slick de 13 polegadas, sem marcações, que vão ser utilizados no próximo ano, de acordo com um plano de corrida a ser definido pela Pirelli.



CARACTERÍSTICAS DO CIRCUITO

  • A pista contém 15 curvas e uma longa reta, sendo que a última curva (curva Galp), muito longa e para a direita, exerce muito energia, particularmente sobre os pneus.
  • Há uma grande variedade de curvas: uma das razões pelas quais Portimão foi selecionado como um local de testes para a F1 antes do início da temporada de 2009. Devido às fortes travagens, os pneus estarão sujeitos a elevadas forças laterais e longitudinais. Como é habitual com circuitos desconhecidos, as sessões de treinos livres serão especialmente importantes para recolher dados e formular estratégias.
  • O circuito é bastante largo (cerca de 14 metros), o que deverá ajudar com as ultrapassagens.
  • A pista foi totalmente repavimentada há algumas semanas, pelo que o novo asfalto é desconhecido, ou seja, as suas características podem ser diferentes da superfície anterior.

MARIO ISOLA – RESPONSÁVEL PIRELLI NA F1

“Pela primeira vez, entramos num double-header com dois circuitos que são novos na Fórmula 1, na sua era híbrida: começando com Portimão, que faz a sua estreia nos Grandes Prémios. Embora seja a primeira vez da Fórmula 1 neste circuito, temos alguma experiência adquirida através de competições de GT e do World Superbike, o que nos dá uma boa ideia do que esperar. É um local absolutamente espetacular e achamos que os pilotos vão adorar. Portimão é muito exigente com os pneus e isso pode ser agravado pelo tempo quente, razão pela qual trouxemos os três compostos mais duros. Também ajustamos a alocação de pneus padrão para este fim de semana, com os pilotos a receber um conjunto extra de duros e um conjunto a menos de macios. No FP2, os pilotos vão testar os pneus de 13 polegadas do próximo ano, pela primeira vez, durante a meia hora de abertura da sessão. Como de costume, este será um teste ‘às cegas’, pelo que os pilotos não saberão exatamente o que estão a experimentar.”

OUTRAS INFORMAÇÕES PIRELLI

O maior evento do calendário de automobilismo da Pirelli decorre no mesmo fim de semana do Grande Prémio de Portugal. Falamos do Spa 24 Hours. O clássico de resistência belga vai contar com 13.000 pneus Pirelli.
No mesmo ano em que se realizam três grandes prémios de F1 em Itália, um segundo evento do Campeonato Mundial de Rali foi anunciado em território italiano. O Monza Rally Show vai encerrar o WRC deste ano, de 4 a 6 de dezembro. A prova contará com cerca de 220 quilómetros divididos em etapas especiais dentro e ao redor do circuito de Monza, a apenas meia hora da sede da Pirelli, em Milão.

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