Pirelli faz a antevisão do G.P. de Espanha

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O Grande Prémio de Espanha será realizado no Circuit de Barcelona-Catalunya, um local bem conhecido por todos os pilotos e equipas. No entanto, a edição de 2020 acontecerá pela primeira vez em meados de agosto, algo inédito desde que a pista acolhe o evento. Por esse motivo, selecionámos os três compostos mais duros: C1 como P Zero White (duro), C2 como P Zero Yellow (médio) e C3 como P Zero Red (macio).

A designação é idêntica à da temporada passada, já que o circuito, pese o calor, é sempre um grande desafio para os pneus, devido à presença de curvas com altas cargas energéticas e forças g, como acontece com o curvone (3) ou a curva número 9.

CARACTERÍSTICAS DO CIRCUITO

Os testes de pré-temporada foram realizados neste circuito, nos meses de fevereiro e março. Todavia, as condições registadas por essa altura em nada se comparam com as temperaturas previstas para este fim de semana, uma vez que o espetáculo decorre em pleno verão.

O Circuit de Barcelona-Catalunya foi repavimentado há dois anos e a pista amadureceu consideravelmente desde então. A superfície da pista recuperou boa parte das características de então.

Todos os pilotos, exceto um, realizaram duas paragens para trocar os pneus numa corrida marcada por longas aparições do safety car, já na fase final. Os cinco primeiros classificados optaram por quatro estratégias distintas, numa prova celebrada em meados de maio com temperaturas do asfalto superiores a 40ºC.

MARIO ISOLA – RESPONSÁVEL PIRELLI NA F1

“Barcelona fecha a segunda série de três Grandes Prémios consecutivos desta intensa temporada. Embora seja a terceira vez que as equipas se encontram no Circuit de Barcelona-Catalunya em 2020, as condições neste fim de semana serão muito diferentes das que se fizeram sentir nas duas semanas de pré-temporada, tanto pelo calor, que vai ser mais intenso, como pelas melhorias realizadas nos carros desde os testes de inverno. As altas temperaturas de Barcelona em meados de agosto vão aumentar a degradação térmica numa uma pista que já por si é muito dura para os pneus, por isso serão fundamentais uma boa gestão e uma maior atenção ao sobreaquecimento, que pode afetar a tração. Os treinos livres serão decisivos na avaliação do comportamento dos pneus nestas circunstâncias. Como ficou confirmado em Silverstone, os carros atuais são os mais rápidos de todos os tempos, e o Grande Prémio de Espanha, nunca antes realizado em agosto, reúne todas as condições para ser a corrida mais exigente para os pneus que alguma vez vimos no Circuit”.

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