Lição de estratégia dá vitoria a Max Verstappen em Silverstone

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  • Max Verstappen vence naquela que foi uma masterclass estratégica por parte da Red Bull

MOMENTOS-CHAVE

A estratégia de pneus magistral do piloto da Red Bull, Max Verstappen, ajudou-o a vencer o Grande Prémio comemorativo do 70º aniversário, depois de sair da quarta posição da grelha de partida. O piloto de 22 anos foi o único do top 10 a largar com pneus duros e tirou partido da durabilidade dos mesmos para realizar um stint mais longo, o que lhe permitiu passar para a liderança.

Verstappen recorreu a uma estratégia de duros-médios-duros, sendo um dos dois pilotos a optar por esta abordagem (tal como Carlos Sainz, da McLaren). Verstappen terminou à frente dos dois Mercedes, que iniciaram a corrida nas duas primeiras posições e recorreram a uma estratégia similar de médios-duros-duros.

Quase todos os pilotos realizaram duas paragens, mas Charles Leclerc, da Ferrari, apenas visitou as boxes por uma vez, o que lhe permitiu terminar na quarta posição, depois de largar do oitavo posto. Esteban Ocon, da Renault, foi o outro piloto a terminar entre os 10 primeiros com uma estratégia de uma paragem. Ambos iniciaram a corrida com pneus médios e trocaram para duros.

Quatro pilotos pararam três vezes, sendo que 19 dos 20 pilotos participantes terminaram a corrida.

Em comparação com o dia de ontem, as temperaturas estavam um pouco mais elevadas, com a pista registar valores acima dos 40 graus ao longo da corrida. De recordar que os compostos escolhidos para a corrida deste fim de semana contavam com um nível de suavidade superior, em relação ao Grande Prémio da Grã-Bretanha, do fim de semana anterior.

COMPORTAMENTO DOS PNEUS

DURO C2: foi o composto chave na vitória de Verstappen. O piloto da Red Bull tomou a decisão de utilizar este composto durante a Q2 e, consequentemente, iniciar a corrida com o mesmo. Lewis Hamilton, da Mercedes, registou a volta mais rápida com este composto equipado, o que lhe valeu um ponto extra para o campeonato de pilotos.

MEDIO C3: essencial para entender esta corrida, tratando-se do composto equivalente ao macio do último domingo. Foi a escolha da maioria dos pilotos para o arranque deste GP comemorativo do 70º Aniversário.

MACIO C4: foi o composto mais macio de sempre indicado para Silverstone e utilizado apenas pelo Racing Point de Nico Hulkenberg, no seu último stint. No entanto, foi fundamental, ao longo do fim de semana. na avaliação das estratégias das equipas face aos restantes compostos.

MARIO ISOLA – RESPONSÁVEL PIRELLI NA F1​

“O GP deste fim de semana foi uma corrida de pura estratégia, um capítulo no qual a Red Bull e Max Verstappen foram exímios. A tática começou a ser trabalhada ontem à tarde, com a corajosa decisão de equipar um composto duro no Q2 e, consequentemente, de iniciar a corrida com esse composto, uma escolha que se revelou fundamental para o seu bom resultado. Depois de conquistar posições, graças a um stint mais longo do que os seus rivais, o holandês foi capaz de controlar os Mercedes, cujo ritmo nada tinha a ver com o que vimos ontem na qualificação. Apesar de Silverstone ser um dos circuitos mais exigentes para os pneus, e de os compostos escolhidos serem um nível mais macios do que aqueles que foram utilizados na semana passada, tal ajudou a incrementar a incerteza do espetáculo. Vimos alguma formação blistering, como esperávamos, mas apenas em alguns carros e não podemos considerar que esse facto tenha alterado o resultado final. A gestão dos pneus foi essencial para as estratégias de corrida, mas apenas alguns pilotos conseguiram tirar proveito desse fator e tal não privou os espectadores de um evento emocionante e imprevisível.”

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