Gonçalo Ribeiro mantém evolução no ESBK

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Gonçalo Ribeiro terminou a sua primeira passagem pelo Campeonato de Espanha de Superbike – ESBK, naquela que é a sua estreia aos comandos da Beon 250cc, na sempre competitiva classe PreMoto3. Neste arranque tardio de temporada espanhola de velocidade, o Circuito de Navarra e o Circuito de Montmeló foram os anfitriões, em fins-de-semana consecutivos, das jornadas inaugurais da temporada de 2020 e onde a Lousaestradas Racing Team voltou a marcar presença no TOP10, ocupando agora a oitava posição na tabela de pontos.

Para Ribeiro, este é um ano de aprendizagem da moto e classe, em circuitos que são familiares, uma vez que o jovem piloto completou a temporada de 2019 na categoria antecedente, Moto4. Uma aprendizagem que está lentamente a revelar os seus frutos e toda a rapidez natural do piloto lousadense de 14 anos. Ainda que com sortes distintas na primeira prova em Navarra, onde foi forçado a trocar de moto durante a sessão de qualificação, em Barcelona, piloto e equipa fizeram pleno uso do tempo em pista para evoluírem os acertos na sua moto.

Gonçalo viria a encontrar a solidez necessária para gerir as 12 voltas que compunham as duas corridas em agenda, mas que viria a comprometer a sua rapidez nos tempos por volta, fazendo-o perder o contacto com os pilotos mais rápidos e lutando por entrar no lote dos dez primeiros, ainda que o objectivo da equipa fosse a chegada ao TOP5. Com o ritmo de prova mais rápido confirmado pela diferença de tempos entre a primeira e segunda corridas, com vantagem para a última, Ribeiro registou um 9º e um 10º lugar, respectivamente. Um resultado que esteve longe do ambicionado, mas que levam o jovem piloto ao 8º lugar nos pontos, após duas provas.

Gonçalo Ribeiro #73
“Na quinta e sexta-feira tivemos os treinos livres e o balanço era muito positivo. Apesar de ter sofrido uma pequena queda numa das sessões, consegui baixar os meus tempos sempre que saí para a pista. O nosso objectivo era entrar no TOP5, mas sentimos algumas dificuldades em obter o ritmo certo. Fomos demasiado optimistas e acabámos por sofrer um pouco no trabalho de acerto da moto. O ponto positivo é que estamos a conhecer cada vez melhor a moto e estamos a encontrar as soluções para os problemas que enfrentamos.

Na qualificação, não consegui ir além do 13º lugar. Não foi a posição ideal, mas deveu-se ao trabalho que estamos a realizar, e também porque não apanhei nenhum piloto rápido em pista, o que ajuda sempre na obtenção de resultados e bons tempos. Na corrida de sábado, arrancámos de trás e o objectivo foi recuperar o máximo de posições. Foi uma grande luta com outros pilotos e no final obtive o 9º lugar.

Na segunda corrida, no domingo, evoluímos em termos de rapidez e ritmo, ainda que tivesse piorado um lugar no final, para 10º. O mais importante é que o nosso tempo por volta está a pouco mais de um segundo do mais rápido, o que nos dá boas perspectivas para a próxima prova de ESBK, que será no Circuito de Cheste, em Valência. Vamos trabalhar bastante até lá, teremos prova do campeonato português e isso será um treino muito importante para continuar a entender o que temos que melhorar até setembro.”

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