Lewis Hamilton com vitória imperial na Hungria

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A chuva, antes do início da corrida, acabou por influenciar todas as estratégias de hoje, com o Grande Prémio a arrancar com a pista molhada. Os pilotos deram início à corrida com pneus intermédios, com a exceção de Kevin Magnussen, da Haas, que começou com os pneus de chuva (de cor azul).

No final da volta de formação, os dois carros da Haas entraram diretamente nas boxes para equipar pneus médios (P ​​Zero Yellow). Esta estratégia colocou os dois carros da Hass na terceira e na quarta posição, beneficiando da secagem rápida da pista que se observou no início da corrida e que obrigou as equipas a parar para equipar slicks.

Verificaram-se quatro estratégias distintas entre os carros que terminaram nos cinco primeiros lugares. Hamilton foi o piloto a realizar a paragem mais tardia desse grupo, equipando pneus macios (P ​​Zero Red), na terceira e última paragem. Valtteri Bottas, companheiro de Hamilton, também efetuou uma terceira paragem para tentar ultrapassar Max Verstappen. O piloto da Red Bull terminou em segundo lugar e registou apenas duas paragens: apesar de se ter despistado na pré-grelha.

Como a corrida começou com pneus de chuva, as regras não obrigavam os pilotos a utilizar dois tipos de pneus slick durante o Grande Prémio.

COMPORTAMENTO DOS PNEUS

DURO C2: Utilizado pela maioria dos pilotos para o último stint e parte integrante da estratégia desde o início do fim de semana. Apenas três pilotos não fizeram uso destes pneus na corrida (incluindo Hamilton). Daniil Kvyat, da Alpha Tauri, completou mais de 50 voltas com pneus Duros (P Zero White).

MEDIO C3: Logo no início da corrida, a maioria dos pilotos trocou os pneus intermediário por este composto. Também foram observados longos stints com estes pneus. Daniel Ricciardo saiu por duas vezes das boxes com este composto equipado, conseguindo alcançar os pontos com uma oitava posição.

MACIO C4: Hamilton foi o único piloto do top 10 a equipar este composto, beneficiando da velocidade extra para garantir o ponto da volta mais rápida, que foi também o novo record no Hungaroring. Com a vitória na prova, o piloto britânico assumiu também a liderança do campeonato.

INTERMÉDIO: Utilizado por todos os pilotos no início da partida, mas apenas nas primeiras voltas, uma vez que a pista estava a ficar seca rapidamente, fator que beneficiou os pilotos que equiparam slicks rapidamente.

MARIO ISOLA – RESPONSÁVEL PIRELLI NA F1

“A chuva desta madrugada persistiu durante toda a manhã, eliminando quaisquer vestígios de borracha depositados, por esse motivo tínhamos uma pista verde e escorregadia para o início da corrida, que foi realizada em condições bastante frias. No entanto, a superfície secou rapidamente, o que foi crucial para as estratégias. A incerteza climática persistiu, o que levou alguns pilotos a estender os seus stints, enquanto aguardavam pelo regresso da chuva para voltar a equipar os pneus intermédios. Contudo, a pista permaneceu seca durante todo o GP, o que causou um certo grau de degradação, especificamente nos pneus dianteiros, o que é normal nestas condições incomuns. Muitos pilotos efetuaram duas paragens e alguns até três, com o objetivo de procurar aderência extra para ultrapassar um adversário ou para tentar registar a volta mais rápida da corrida.”

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