Transportes públicos: a alternativa dos jovens e dos habitantes das áreas urbanas

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  • A principal alternativa às viagens de automóvel são os transportes públicos, classificada pela maioria (67%) dos 15 inquiridos pelo Observador Automóvel como “muito desenvolvida”.
  • Os inquiridos portugueses referem os transportes públicos como o meio de transporte que utilizam com maior frequência para deslocações de trabalho (57%).
  • Os que melhor classificam os transportes públicos e os consideram como uma forte alternativa ao uso de automóvel têm entre 18 e 24 anos (75%) e vivem em grandes centros urbanos (76%).

A rede de transportes públicos é classificada pela grande maioria dos inquiridos nacionais como estando “muito desenvolvida”(57%) – 12% consideram mesmo que está bastante desenvolvida e 45% suficientemente desenvolvida. No entanto, 43% dos portugueses tem uma opinião pouco favorável, com 37% a classificar a rede de transportes públicos “pouco desenvolvida” e 6% como “inexistente”.

Os transportes públicos são o meio de transporte que os portugueses utilizam com maior frequência para fazer a deslocação entre casa e o local de trabalho/estudo (57%) e a principal alternativa ao automóvel particular. Motociclos são alternativa para 17%.

Já para atividades de lazer, muitos referem fazer deslocações a pé (86%). Ainda assim os transportes públicos continuam a ser um dos meios mais utilizados (70%) – sobretudo os comboios (56%). 42% utilizam avião, 41% Táxis ou similares e 39% bicicletas.

Para viagens de longa distância, 74% dos portugueses viajam de comboio, 67% de avião e 24% alugam viaturas.

Transportes públicos preferidos por jovens e moradores das grandes cidades

Questionados sobre a distância desde a sua área residência até ao ponto de transportes mais próximo, 89% dos inquiridos referem demorar menos de 15 minutos em deslocações e 50% diz demorar cerca de 5 minutos.

A satisfação com a rede de transportes públicos apresenta, porém, uma dupla tonalidade: urbana e geracional. Os que melhor classificam os transportes públicos e os consideram como uma forte alternativa ao uso de automóvel têm entre 18 e 24 anos (75%) e vivem em grandes centros urbanos (76%). Pelo contrário, apenas metade dos que têm entre 35 e 54 anos usa estes transportes com frequência. Os que referem que esta rede é inexistente vivem maioritariamente em áreas rurais ou em cidades com menos de 20 mil habitantes (44%).

A preferência por transportes públicos é notória também nos outros países inquiridos pelo Observador Cetelem Automóvel 2020. Cerca de dois terços dos inquiridos acreditam que a rede junto da sua habitação está bem desenvolvida – sendo chineses, holandeses e britânicos os que mais partilham desta opinião (86%, 80% e 78%).

Nas grandes cidades, os resultados são quase unânimes, como é o caso da Polónia (100%!), da Alemanha, da China e do Japão (96%, 96% e 95%). 92% dos habitantes das cidades francesas também avaliam positivamente as redes de transportes públicos locais.

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