Citroën Racing parte à descoberta do Chile

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Sexta ronda da temporada e terceira em terra, a seguir ao México e à Argentina, o Chile faz a sua estreia no calendário do WRC, com os C3 WRC a partir à descoberta deste novo destino.

Sébastien Ogier/Julien Ingrassia e Esapekka Lappi/Janne Ferm estão 100% preparados para, mais uma vez, defenderem com sucesso as cores do Citroën Total World Rally.

Sempre muito confortáveis nas primeiras abordagens a Especiais desconhecidas, com apenas duas sessões de reconhecimento, Sébastien Ogier e Julien Ingrassia vão tentar conquistar, nesta nova ronda, o seu quinto pódio da temporada, dando sequência às vitórias absolutas alcançadas em Monte-Carlo e no México, e aos lugares no top-3 alcançados na Córsega (2º) e na Argentina (3º). Embora estejam ainda envolvidos, na afinação de determinados aspetos, como parte do processo de adaptação ao C3 WRC, a vitória no México e o pódio na Argentina, juntamente com a vitória em 10 Especiais no conjunto destes dois eventos, demonstraram que a dupla francesa está já bastante à vontade com o carro nos pisos de terra. Ocupando atualmente o 2º lugar no Campeonato de Pilotos, a dupla Ogier/Ingrassia vai ser a 2ª equipa a entrar para os troços no primeiro dia do Rali do Chile. Esta posição deverá dar-lhes boas indicações de qual a estratégia a seguir, caso o tempo se mantenha seco, ou trazer-lhes uma vantagem significativa caso a chuva faça a sua aparição.

Por seu lado, Esapekka Lappi e Janne Ferm necessitam ainda de acumular mais quilómetros no C3 WRC neste tipo de piso, pelo que a sua abordagem será ir aumentando o ritmo ao longo do evento, demonstrando todo o seu inegável potencial. Pela primeira vez, a dupla finlandesa, que é uma das equipas menos experientes no campeonato, não estará em desvantagem face aos seus rivais no que diz respeito ao conhecimento das estradas. O facto de serem os 8ºs nos troços da Etapa de sexta-feira significa ainda que, com o tempo seco, as estradas terão muito menos terra solta e poeira, na sequência da passagem dos primeiros concorrentes, permitindo-lhes obter um ritmo mais rápido.

Dado que os testes são proibidos fora da Europa, a transição rápida da Argentina para o Chile impossibilitou a realização de sessões adicionais, sendo que o Citroën Total World Rally Team preparou-se para o Rali do Chile durante os quatro dias de testes que realizou em Portugal, antes das duas rondas sul-americanas. Contudo, existem algumas diferenças entre os tipos de piso das estradas da Argentina e do Chile, pelo que os engenheiros da Citroën se socorreram de todos os dados e informações ao seu alcance para o set-up de base do C3 WRC. Os engenheiros vão, também, seguir com muita atenção o Shakedown, realizado em estradas representativas do percurso do rali, para confirmar as opções tomadas.

O QUE ELES DISSERAM…

Pierre Budar, Diretor da Citroën Racing

“Há sempre qualquer coisa de empolgante em competir num rali pela primeira vez. Neste caso, tudo indica que vai acontecer em estradas muito competitivas, o que deve tornar o rali altamente imprevisível, com todas as formações em pé de igualdade no que toca a experiência. O reconhecimento será fundamental, tal como a nossa capacidade para definir o nosso ‘set-up’ de base. Há também que contar com a meteorologia, que pode vir a ter um papel decisivo. Mas estamos totalmente empenhados em dar às nossas formações o melhor C3 WRC possível, de forma a conseguirmos alcançar, no Chile, o nosso sexto pódio consecutivo do presente ano.”

Sébastien Ogier, Piloto do Citroën Total WRT

“Pelo que vi nos vídeos disponíveis, posso já dizer que as estradas parecem realmente muito diferentes das que tivemos na Argentina. As Especiais parecem ser bastante fluidas e rápidas, a fazer lembrar um pouco o Rali de Inglaterra e as suas secções de vegetação rasteira. Espero que o nosso desempenho seja um pouco melhor aqui. Há ainda uma significativa camada de terra fina nos troços, o que pode complicar a vida aos primeiros a sair para a estrada. Vamos ver se a chuva que caiu recentemente vai, ou não, condicionar a ‘limpeza’ dos troços.”

Esappeka Lappi, Piloto do Citroën Total WRT

“Depois de um difícil começo de temporada, estou empenhado em voltar à ação no Chile, obter um bom resultado e recuperar gradualmente a confiança ao volante. Espero que o tempo não nos cause problemas na sexta-feira. Se permanecer seco, as estradas vão, possivelmente, ficar limpas. Isso iria permitir-nos aproveitar ao máximo a nossa posição na ordem de partida e começar o rali de forma ideal. As Especiais parecem ser realmente agradáveis e interessantes. A superfície das estradas parece boa, ou, pelo menos, é essa a impressão que fica ao ver os vídeos disponibilizados pela organização.”

NÚMEROS CHAVE

  • 16 Especiais, totalizando 304,81 km.
  • 30,72 km: a Especial de El Puma é a mais longa do rali, sendo cumprida por duas vezes na sexta-feira.
  • 32º: o Chile é o 32º país a organizar um rali, na história do WRC.
  • 63: O maior número de inscritos do ano, depois dos 23 registados no México e dos 25 na Argentina.

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