Novo Campeonato de Portugal de Velocidade vai nascer da junção dos GT4 com os TCR

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• Acordo entre FPAK, Race Ready, TCR Euro Series para a promoção do campeonato será válida por três épocas (2022, 2023 e 2024)

• Regulamentação técnica terá como ponto forte um BoP equilibrado para cada um dos diferentes modelos de carros participantes

• Duas corridas de 45 minutos por fim de semana e categorização dos pilotos será uma novidade a estrear no campeonato

A FPAK (Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting), a Race Ready e a TCR Euro Series subscreveram um contrato para a promoção do Campeonato de Portugal de Velocidade (CPV) com a duração de três anos que terá início em 2022.
Depois do êxito competitivo dos Supercars Endurance em 2021, graças ao esforço e determinação da Race Ready e da TCR Euro Series, a mesma regulamentação técnica vai ser implementada no campeonato de velocidade mais importante de Portugal.
Com esta junção entre o Supercars Endurance e o CPV, Diogo Ferrão (Race Ready) e Paulo Ferreira (TCR Euro Series) unem, também, a sua ampla e reconhecida experiência para assumir agora a responsabilidade de construir, dinamizar e promover um campeonato português que reúne todos os ingredientes para ser o mais excitante da última década. E a chave do sucesso, como tem vindo a ser constatado por toda a Europa, tal como no Iberian Supercars, está na concessão de um BOP (balance of performance) equilibrado, o que apenas é possível graças às licenças GT4 e TCR detidas pelos dois promotores já referidos.

Ao aliciante de um BOP equilibrado juntam-se o exotismo dos carros e ainda uma oferta alargada das marcas de modelos GT4 e TCR competitivos, a que acrescem o seu baixo custo de aquisição e de manutenção, face às performances e ao elevado retorno, devido ao interesse suscitado junto do público por “máquinas” tão apaixonantes.

Para 2022, quase todos os carros Cup que correram no CNV’2021 podem continuar a competir na categoria GTC, onde já militavam os Ginetta G50, o Lotus Exige e o Porsche 991.1 Cup com os respetivos BoP.

“Contudo, sejamos muito claros: a GTC continuará a ser a categoria de entrada no CPV, com custos menores, exclusiva para pilotos Bronze e utilizando apenas um jogo de pneus por fim-de-semana, mas também com BoP mais restritivo que limitará uma vitória à geral. Será a categoria perfeita para quem, sem pretensões de ganhar à geral, mas sim a lutar pelo sucesso na sua categoria, queira aproveitar o excelente pacote de comunicação do Campeonato de Portugal de Velocidade”, explica Diogo Ferrão.

Categorização de pilotos e limitação

Ao nível da competição, o novo Campeonato de Portugal de Velocidade seguirá uma fórmula de sucesso amplamente provada a nível internacional: duas corridas de 45 minutos por fim-de-semana, podendo cada um dos carros ser partilhado por dois pilotos. Estreia absoluta no CPV será a categorização de cada piloto e a sua limitação. De modo a impedir, por exemplo, que dois jovens com um orçamento robusto participem e ganhem facilmente, será introduzida a limitação Pro-Am, como já sucedia nos Supercars.
Deste modo, todas as equipas da categoria GT4 terão de incluir um piloto Bronze que poderá, ou não, ser acompanhado por um jovem ou um profissional com categorização Silver da FIA, pilotos estes que habitualmente ajudam o Bronze a melhorar a sua prestação e a evoluir quem tenha ambições a profissionalizar-se nos GT.
De sublinhar que na categoria TCR, normalmente de sprint, não existirão limitações de categorização FIA e, portanto, dois pilotos Silver podem partilhar o mesmo carro.

Estabilidade e investimentos mais sustentados

Ao dispor, através dos seus promotores, das licenças GT4 e TCR a nível internacional, o Campeonato de Portugal de Velocidade garante às equipas investimentos mais sustentados, quer mediante a facilidade de venda dos respetivos carros no final de cada época quer com a garantia de estabilidade assegurada pelo contrato de três anos.
E Paulo Ferreira faz questão de enumerar outras vantagens: “Este regulamento técnico, para além de corridas mais competitivas para o público, possibilita às equipas e aos pilotos a disputa de provas internacionais já adaptados a estes carros, de forma a continuarem a sua carreira além-fronteiras ou, por exemplo, a participar nos FIA Motorsport Games, os jogos olímpicos da FIA, competição em que estão representados os melhores pilotos de cada país”.

Comunicação: pacote inovador e tecnológico

Ao ser nomeado CPV, o principal campeonato português de velocidade carrega, logo à partida, um forte mediatismo, na sequência de mais de seis décadas de história. Pilotos como Carlos Santos, António Barros e Manuel Fernandes, entre outros, são alguns nomes que ficaram na memória de belos e competitivos Campeonatos Nacionais.
Muito embora este acordo válido por três anos só agora tenha sido concretizado, os promotores do CPV, em conjunto com a FPAK, estão a delinear um pacote de comunicação inovador e tecnológico, de forma a satisfazer as exigências tanto dos fans como de pilotos e de patrocinadores. Mais informações serão difundidas nas próximas semanas, com a garantia para as equipas de que primeiro é confirmado o plano de comunicação e só depois será apresentado, na certeza de que a época de 2023 será alvo de outro timing nessa matéria.

Ni Amorim: “Vamos reerguer a competição mais importante de circuitos”

O Campeonato de Portugal de Velocidade será a nova aposta da FPAK e, por isso, alvo de acompanhamento detalhado pela entidade federativa, como explica Ni Amorim:
“Neste segundo mandato, uma das nossas prioridades será voltar a ter um grande Campeonato de Portugal de Velocidade, com carros e corridas apaixonantes que chamem público às pistas. Assim, é para nós fundamental que o campeonato seja a prova principal de cada fim de semana e, por isso, promovido como tal. Um dos principais desafios seria juntar as competições para todos falarmos a uma só voz. Isso foi conseguido! Acredito que o caminho é feito com promotores profissionais e com a ajuda de todos iremos reerguer aquela que é a competição mais importante de circuitos”.

Com o contrato assinado, os promotores esperam poder apresentar muito brevemente o seu calendário para 2022, com a certeza de que o CPV terá oito corridas em quatro fins de semana, três em Portugal e um em Espanha, a que acresce o regresso da Taça de Portugal.

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