Lexus comemora 10° Aniversário do LFA

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Passaram dez anos desde o início da produção do Lexus LFA, um supercarro autêntico que revelou uma nova faceta da Lexus: um fabricante automóvel arrojado e visionário, de qualidade mundial.

Apesar de toda a sua exclusividade e singularidade – desde o início, a produção foi limitada a apenas 500 exemplares – o LFA deixou um legado que influenciou todos os modelos construídos pela Lexus desde então. Foi pioneira em novas tecnologias, na motorização e nos materiais utilizados, e personificou a abordagem artesanal takumi para o fabrico e para o design, tornando-se numa característica distinta da marca.

A Lexus celebrou os 10 anos da marca F em 2018, e em Janeiro 2021 celebra 10 anos do mais icónico dos modelos da marca F. A história do LFA começa no início de 2000, como um projeto de pesquisa e desenvolvimento com vista à produção de um supercarro, um “puro-sangue”. O engenheiro-chefe da Lexus, Harahiko Tanahashi, teve total liberdade para trabalhar com novos materiais e explorar diferentes processos. Esta abordagem de “folha em branco” espelhou-se na maneira como a Lexus reescreveu as regras para a construção de automóveis de luxo como o sedan topo de gama, LS, que tinha lançado 10 anos antes.

Em 2001, o Mestre Piloto Hiromi Naruse juntou-se à equipa e as suas aptidões provaram ser a chave para que o LFA atingisse os seus objetivos dinâmicos e de desempenho. Nos estádios iniciais, foram identificados 500 elementos-chave, do design da suspensão ao formato do volante; cada pormenor tinha de ser perfeito. O primeiro protótipo foi concluído em 2003 e, um ano depois, dava as primeiras voltas em Nürburgring Nordschleife, a lendária pista de corrida que seria o berço do desenvolvimento do LFA.

O mundo teve o primeiro vislumbre do que a Lexus estava a planear com a revelação de um esboço no Salão Internacional do Automóvel da América do Norte, em 2005, em Detroit, seguido da produção de um protótipo, dois anos depois. Em 2008, o LFA – ainda em desenvolvimento – fez a primeira de quatro aparições anuais, nas extenuantes 24 Horas de Nürburgring. Este foi, possivelmente, o teste mais difícil ao desempenho e à qualidade do modelo, antes da Lexus confirmar a sua produção no Salão Automóvel de Tóquio de 2009.

A produção iniciou-se na fábrica da Lexus de Motomachi, no final de 2010. Tamanha era a dedicação à engenharia de precisão, que a produção era de apenas um automóvel por dia e cada motor era montado e aprovado por um único técnico, e finalizado com uma placa gravada com o número de produção do automóvel.

O LFA era rico em recursos incríveis e revolucionários. No seu coração, “batia” um motor V10, atmosférico de 4,8 litros totalmente novo, produzido em parceria com especialistas da Yamaha. Embora fosse menor e tivesse menos cilindros do que alguns supercarros rivais, o seu desempenho era excecional, entregando 560 cv às 8.700 rpm. Com motor frontal e tração traseira o LFA contava com uma transmissão sequencial de seis velocidades, e chegava dos 0 aos 100 km/h em apenas 3,7 segundos, atingindo uma velocidade máxima de 325 km/h.

Manter o peso baixo foi essencial para o desempenho do automóvel, atingido com a substituição do alumínio usado nos protótipos originais para o plástico reforçado com fibra de carbono – CFRP. Este material compósito avançado, resistente e leve, foi usado na maior parte da carroçaria, no habitáculo e no túnel de transmissão e, desde então, tem sido aplicado a outros modelos Lexus, incluindo o GS F e RC F, membros do exclusivo “clube” de modelos F da Lexus. A capacidade de travagem tinha de ser tão eficaz quanto o arranque, daí o uso de discos cerâmicos de alto desempenho.

O LFA tinha ainda mais para oferecer, na forma de uma versão ultra-exclusiva de Nürburgring, uma versão redesenhada para maximizar o potencial do superdesportivo na pista. Baseando-se diretamente na experiência de corrida do modelo, ganhou suspensão mais rígida, jantes de liga leve forjadas com pneus de elevado desempenho e recursos aerodinâmicos extra, incluindo uma nova asa dianteira, e detalhes aerodinâmicos no para-choques, bem como uma asa traseira fixa ao estilo GT para maximizar o apoio aerodinâmico. Com uma distância ao solo reduzida em 10 mm, a potência do motor foi aumentada para 570 cv.

A produção desta versão de pista foi projetada para apenas 50 unidades, dando a cada proprietário a oportunidade para receber um curso de condução profissional e acesso durante um ano à mítica pista de Nürburgring. A velocidade do modelo foi confirmada em 2011, quando Akira Ida estabeleceu um novo recorde para automóveis de produção em Nordschelife.

A última palavra sobre o LFA vai para Harahiko Tanahashi, o homem que realizou o sonho. “Pretendia construir um superdesportivo que levasse o condutor a um outro “estado” através da união de diferentes partes – o som do motor, a sua sensação ao acelerar, a sua dinâmica e estabilidade.” Questionado sobre o que “este estado” significava, respondeu simplesmente “euforia”.

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