Vitória de Lewis Hamilton em corrida atribulada no Bahrain

0

Depois de um aparatoso acidente que envolveu o piloto da Haas, Romain Grosjean, a corrida esteve interrompida mais de uma hora, para que se pudesse proceder aos reparos nas barreiras. Felizmente, o piloto saiu deste massivo acidente com ferimentos leves.

Durante a interrupção, e de acordo com as regras, as equipas aproveitaram para realizar reparos e trocar os pneus. Apenas quatro pilotos optaram por não o fazer: Lewis Hamilton e Valtteri Bottas (Mercedes), Daniel Ricciardo (Renault) e Lando Norris (McLaren).

Após o reinício da corrida (que começou a contar a partir da terceira volta), os nove primeiros classificados rodavam com pneus médios, à exceção de Pierre Gasly, da AlphaTauri, que ocupava a 10ª posição.

O safety car após o reinício e as temperaturas relativamente baixas (25 graus de temperatura ambiente e 26 graus na pista), que reduziram a degradação térmica e o desgaste, ajudaram a prolongar os stints.

Hamilton saiu da pole position e venceu a corrida com uma estratégia de duas paragens. O britânico reiniciou a corrida com os mesmos pneus (médios). Parou para equipar médios novamente (já usados) e completou as 22 voltas restantes com pneus duros. A bandeira axadrezada foi-lhe mostrada com o safety car em pista.

Max Verstappen, da Red Bull, terminou em segundo lugar, e adotou uma estratégia diferente. Calçou pneus duros novos por duas ocasiões e terminou a corrida com médios usados. O holandês e Kevin Magnussen, da Haas, foram os unícos que pararam quatro vezes.

Os compostos selecionados para este ano eram um nível mais suave do que na edição passada, o que contribuiu para um maior número de pit stops.

COMPORTAMENTO DOS PNEUS

DUROS C2: Apenas 6 pilotos não terminaram a corrida com este composto. Mostraram ritmo e força no asfalto abrasivo do Bahrain. Exceputando uma volta, Gasly usou dois conjuntos de duros durante quase toda a corrida e terminou na sexta posição.

MÉDIOS C3: Foi a escolha do dia. Escolhido pela maioria dos pilotos (os 10 primeiros da grelha de partida fizeram uso deste composto durante a Q2) para o primeiro stint, demonstrou um bom equilíbrio entre desempenho e durabilidade. Hamilton rodou com estes pneus durante mais da metade da corrida, com Verstappen a recorrer a esta opção, a 11 voltas do final, para conseguir o ponto extra para a volta mais rápida da corrida.

MACIOS C4: Carlos Sainz, da McLaren, foi o único piloto a iniciar a corrida com macios. Daniil Kvyat, da AlphaTauri, acabou por imitar o espanhol no reinício da corrida. O composto demonstrou um bom desempenho perante as baixas temperaturas, e ajudaram Sainz a chegar à terceira posição, antes da sua primeira paragem, e a terminar no quinto posto, após largar do 15º.

F2: DESTAQUES DA SPRINT RACE

O atual campeão da Fórmula 3, Robert Shwartzman (Prema), venceu a Sprint Race de 23 voltas, após sair da pole position, com um conjunto de pneus duros. Embora as paragens não fossem obrigatórias, houve um elemento tático que marcou a corrida, quando um safety car na sexta volta levou vários pilotos a parar, antes de um safety car virtual, na volta nove. Um dos pilotos que optou por parar foi Louis Deletraz de Charouz, que largou com pneus médios da 16ª posição, equipando um novo conjunto de duros. Essa escolha conferiu-lhe bastante ritmo nos momentos finais e, juntamente com uma série de fortes manobras de ultrapassagem, conseguiu terminar no 3º posto. Mick Schumacher, da Prema, terminou em sétimo, o que significa que leva uma vantagem de 14 pontos no campeonato para as duas rondas finais, que se disputam no próximo fim-de-semana, no circuito “oval” do Bahrein.

MARIO ISOLA – HEAD OF F1 AND CAR RACING

“Em primeiro lugar e acima de tudo, estamos muito aliviados por saber que Romain Grosjean parece ter apenas ferimentos leves, após o enorme acidente na volta inicial. Todos os acontecimentos que se seguiram são irrelevantes em comparação, e diz muito sobre os modernos padrões de segurança cruciais para que este não fosse um acidente fatal. No que à corrida diz respeito, as estratégias foram obviamente influenciadas pelas longas interrupções, com a corrida a ser disputada mais tarde. Isto fez com que os pneus macios revelassem um desempenho mais forte do que o previsto, algo comprovado por Carlos Sainz no seu primeiro stint, após o reinício, e permitiu que os pneus médios registassem uma maior longevidade em pista. Algo comprovado por Hamilton, que completou dois longos stints com médios, antes de terminar a corrida com duros. Ao longo da corrida, vimos uma variedade de estratégias diferentes, com Gasly a realizar duas paragens para equipar conjuntos de pneus duros rumo à sexta posição, por exemplo. Na Fórmula 2, a gestão dos pneus foi crucial, com os pneus médios a desempenharem um papel fundamental para alguns pilotos. Deletraz foi o único piloto a começar com médios, antes de mudar para o composto mais duro, e essa estratégia funcionou perfeitamente, resultando numa daquelas recuperações na classificação, que são imagem de marca da Fórmula 2.”

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.