Armindo Neves oferece pódio no CNTT 2020 à SWM

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Depois de uma temporada absolutamente atípica devido à pandemia do Covid 19, Armindo Neves deu por terminado o seu programa desportivo para 2020, registando uma classificação de relevo no Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno, terminando o mesmo no 3º lugar, ex-aequo, entre os concorrentes da Classe TT3, oferecendo igualmente um lugar no pódio à SWM na classificação reservada às marcas.

Para esta derradeira jornada do CNTT e também pontuável para a Taça do Mundo FIA de Bajas o piloto inscrito pela LOPES & GOMES / LUSOMOTOS / SWM / MOTO GARDUNHA estreou a SWM RS 500R preparada para Rally Raid pela MST com a qual ambiciona disputar o Africa Eco Race na edição de 2022. A chuva que caiu intensamente durante todo o dia de sexta-feira transformou o piso num tremendo lamaçal, aumentando assim em muito o grau de dificuldade em que foi disputada a mítica prova alentejana.

O piloto ficou, todavia, surpreendido com a facilidade de condução da SWM: “O resultado da SS1 enquadrou-se dentro das minhas expectativas. A lama era muita e a mota é bastante mais pesada, mas posso dizer que fiquei satisfeito com o meu desempenho. Depois continuou a chover torrencialmente durante o SS2, pelo que o terreno ficou muito difícil, mas mesmo assim fiquei muito surpreendido com a facilidade em conduzir a mota nesta situação e com o meu desempenho. Posso dizer que adorei a SWM e fiquei muito entusiasmado com a sua competitividade em ambiente de competição”, salienta o piloto alentejano de 50 anos que sente ser a prova de Portalegre, talvez por ser um piloto da terra, o seu “calcanhar de Aquiles”.

Armindo Neves já não chegou a partir para o derradeiro troço cronometrado que se disputou no Sábado e que teve de ser encurtado para 79 km devido às condições climatéricas adversas. O piloto da LOPES & GOMES / LUSOMOTOS / SWM / MOTO GARDUNHA estava apostado em manter o ritmo que tinha evidenciado, mas foi forçado a abandonar a corrida devido a um contratempo.

“Portalegre tem sido desde sempre o meu ’cavalo de Tróia’. Desde a primeira participação em 1989 já me aconteceu de tudo um pouco. Talvez por eu ser daqui, nunca o ditado ‘Santos da casa não fazem milagres’ se tenha aplicado tão bem. Uma vez mais, quando nada o fazia prever e depois de uma preparação cuidado à máquina, numa altura em que vinha a rolar num ritmo rápido mas seguro, os rolamentos da roda da frente desfizeram-se completamente, obrigando-me a parar a meio do SS2, sem qualquer hipótese de reparar a moto e seguir em prova. Nunca tal me tinha acontecido em mais de 30 anos de corridas, mas, uma vez mais, aconteceu em Portalegre”, explica o piloto que para o seu programa desportivo contou também com o apoio da Qualifrio, Delta Cafés, J3LP, MST-Italy, Revolution Lavandarias, XRace, TR4 Digital e Motards d’Avis.

Em jeito de balanço final, Armindo Neves afirma que o saldo é positivo: “Estou muito satisfeito com a competitividade da mota e com a evolução que temos feito, tendo em vista o objetivo maior do nosso projeto, que é o de estar á partida do Africa Eco Race em 2022. Para 2021 quero dedicar-me em grande parte à navegação e a evoluir a minha condução nesta disciplina, pelo que apenas deverei estar presente no CNTT de uma forma muito pontual. Brevemente darei mais detalhes sobre a próxima época. Neste momento, e com o final do campeonato deste ano, é hora de agradecer a todos os patrocinadores, mecânicos e assistência pelo excelente trabalho desenvolvido ao longo desta temporada, pois sem a colaboração e ajuda de todos eles nada disto seria possível. Muito obrigado a todos. Para o ano há mais…” conclui Armindo Neves.

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