Vitória de Lewis Hamilton em Imola, Mercedes campeã

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O piloto da Mercedes, Lewis Hamilton, deu um passo gigante rumo ao sétimo título mundial ao vencer o Grande Prémio Emilia Romagna, numa corrida em que registou duas paragens. Já a Mercedes garantiu o título de construtores de 2020 com um duplo pódio. Valtteri Bottas terminou no segundo posto e é agora, matematicamente, o único homem que pode negar o título a Hamilton. Os dois pilotos utilizaram os três compostos após um safety car tardio.

A vitória do britânico muito se deveu à estratégia de overcut. Hamilton realizou um primeiro stint mais longo do que os seus rivais diretos, com pneus médios, e somou algumas voltas rápidas antes do seu pit stop. A primeira paragem aconteceu durante um safety car virtual, em que aproveitou para equipar pneus duros sem perder a liderança. O safety car apareceu já perto do final da corrida, quando faltavam completar 10 voltas, e a maioria dos pilotos aproveitou para parar, incluindo Hamilton e Bottas, que equiparam pneus macios para o stint final.

A presença do safety car alterou a estratégia de uma paragem da maioria dos pilotos, que optaram por voltar a parar. O piloto mais bem colocado para o reinício da corrida era Daniel Ricciardo, da Renault, que na altura se encontrava na terceira posição, tendo segurado o último lugar do pódio.
As condições meteorológicas mantiveram-se temperadas durante toda a prova, com os termómetros a registarem 21 graus de temperatura ambiente, e 24 graus de temperatura da pista.

COMPORTAMENTO DOS PNEUS

DUROS C2: utilizados por quase todos os pilotos durante a corrida, excetuando as duplas da McLaren e da Alfa Romeo. Ricciardo, piloto da Renault, e Charles Leclerc, da Ferrari, registaram um segundo stint, particularmente longo, com pneus duros e pararam apenas uma vez. Este composto revelou-se muito consistente, tal como esperado.

MÉDIOS C3: foi o composto de eleição pela maioria dos pilotos para o início da corrida, incluindo os dois pilotos da Mercedes, que saíram da primeira linha. Registaram-se alguns stints longos, com Hamilton, por exemplo, a completar 30 voltas com o seu conjunto de pneus inicial. Kimi Raikkonen, da Alfa Romeo, contou com os pneus médios durante 49 voltas, realizando a sua paragem quando se encontrava no 4º posto, a 14 voltas do fim, mas o seu companheiro de equipa foi ainda mais longe, registando 53 voltas com este composto. À semelhança do que sucedeu em Portugal, este composto demonstrou muito bons níveis de desempenho e consistência.

MACIOS C4: demonstraram muito ritmo no início da corrida, com Ricciardo a colocar-se à frente de Charles Leclerc. Daniil Kvyat, da AlphaTauri, recorreu a uma estratégia de macios-médio-macios para terminar na quarta posição. Verificou-se a existência de algum graining no início da corrida, que acabaria por melhorar com o desenrolar da mesma.

MARIO ISOLA – RESPONSÁVEL PIRELLI NA F1

“O safety car, no final da corrida, influenciou fortemente a estratégia: até então, parecia que íamos assistir a uma estratégia de uma só paragem por parte da maioria dos pilotos; isto porque há uma grande perda de tempo no pit stop, em Imola. Devido a algum graining observado nos macios, as estratégias que os envolviam mudaram a favor de uma estratégia de médios/duros. Os pneus médios foram escolhidos pelos dois primeiros para iniciar a corrida e demonstraram uma degradação mínima mesmo em stints muito longos. Os pneus duros também ofereceram muitas voltas, com muitos pilotos a registar mais de 40 com este composto. Obviamente, será necessário olhar com atenção para o pneu médio de Max Verstappen, da Red Bull, que contava com 32 voltas, para entender exatamente o que aconteceu. Parece que alguns destroços na pista podem ter causado um furo. Parabéns à Mercedes pela conquista do seu sétimo campeonato consecutivo de construtores, após uma corrida intensamente estratégica, onde Hamilton foi capaz de tirar vantagem do safety car virtual.”

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