Pirelli faz a antevisão do G.P. de Emilia Romagna 2020

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  • F1 de regresso a Imola com compostos intermédios

PORQUE ESCOLHEMOS ESTES COMPOSTOS?

A Fórmula 1 regressa a Imola, pela primeira vez desde 2006, para a última de três corridas em Itália. Foram selecionados os compostos intermédios para esta corrida: C2 (duros), C3 (médios) e C4 (macios).

Ao contrário do que aconteceu em Portimão, na semana passada, não vamos assistir aos treinos livre na sexta-feira, sendo que apenas está programada uma sessão de 90 minutos, no sábado, antes da qualificação. Como tal, a quantidade de pneus ao dispor dos pilotos foi ajustada. Assim, ao invés dos habituais 13, os principais intervenientes contarão com 10 conjuntos de pneus para o fim de semana: dois conjuntos de duros e de médios e seis conjuntos de macios.

Os pilotos terão que devolver três conjuntos de pneus após a sessão de treinos, deixando o mesmo número de conjuntos disponíveis para a qualificação e para a corrida, tal como acontece normalmente em todos os eventos. A alocação de pneus intermédios e de chuva permanece inalterada.
Os pneus intermédios da linha de F1 foram escolhidos para se adequar às características de Imola: uma pista técnica com uma ampla variedade de curvas que testa ao máximo os níveis de desempenho dos monolugares.

CARACTERÍSTICAS DO CIRCUITO

Como muitos circuitos históricos por toda a Europa, Imola foi originalmente criado como um circuito de estrada, logo após a Segunda Guerra Mundial. Em 1963, antes de se tornar um circuito permanente, sediou pela primeira vez uma corrida de Fórmula 1 (sem campeonato).

Desde então, tem sofrido constantes evoluções, com uma série de modificações implementadas desde a última corrida de Fórmula 1, há 14 anos. A velha Variante Bassa desapareceu e a longa reta em direção a Tamburello está agora “partida” por duas curvas à direita. Além das novas garagens, foram adicionadas mais áreas de escoamento, especialmente na Variante Alta, sendo que apenas a velha torre Marlboro permanece intacta.
Imola tem a particularidade de ser um circuito no sentido oposto dos ponteiros do relógio, com 12 curvas à esquerda e nove à direita. Ao contrário de Portimão, a largura do circuito é bastante reduzida em alguns pontos, o que complica as ultrapassagens e reforça a importância das estratégias de corrida.

O circuito foi repavimentado desde que recebeu a última corrida de F1, o que significa que o asfalto deverá ser mais “simpático” para os pneus. Outro motivo pelo qual foram escolhidos os pneus intermédios da linha de F1.
No entanto, a superfície ainda é bastante irregular. Juntamente com algumas grandes curvas, será importante encontrar uma configuração que permita manter uma linha de corrida favorável. A última equipa de Fórmula 1 a rodar em Imola foi a AlphaTauri, que utilizou a pista para um dia de filmagens (além de alguns testes com um carro antigo) durante o verão, antes do reinício da temporada de 2020, na Áustria. No entanto, esta é a primeira vez que a atual geração de carros híbridos turbo competirá em Imola.

MARIO ISOLA – RESPONSÁVEL PIRELLI NA F1

“Os testes que efetuámos no passado fim-de-semana, em Portimão, para avaliar as especificações dos pneus 2021, foram um sucesso, tal como era esperado. Estamos agora a analisar os dados coletados, já que, até ao dia 1 de novembro, temos de comunicar as especificações definitivas para o próximo ano. Depois da corrida em Portugal, as equipas têm que lidar com um novo formato de fim de semana de corrida e com um tempo de treino reduzido, numa pista totalmente nova para a maioria dos pilotos – algo que aconteceu também em Nurburgring, recentemente, embora de forma inadvertida. Como seria de esperar de um circuito com tanta história, Imola tem um ar old school, como Mugello, e acreditamos que os pilotos vão adorar. Encontrar a configuração certa o mais rápido possível será a chave para o sucesso, pois a natureza técnica da pista significa que uma série de compromissos estratégicos importantes devem ser feitos, por isso, será sempre difícil encontrar o equilíbrio indicado. Ultrapassar poderá ser bastante complicado e o clima nesta altura do ano é imprevisível, portanto, a estratégia deve desempenhar um papel importante – mas essa estratégia deve ser flexível o suficiente para permitir uma adaptação às novas circunstâncias.”

OUTRAS INFORMAÇÕES PIRELLI

O Nick Tandy, Earl Bamber e Laurens Vanthoor, ao volante de um Porsche, venceram o Spa 24 Hours, o maior evento de automobilismo da Pirelli do ano. A corrida foi interrompida por várias bandeiras vermelhas, e a maior parte da corrida decorreu com os pneus Cinturato da Pirelli para chuva. No total, foram utilizados cerca de 12.000 pneus com o apoio de uma equipa constituída por 65 elementos.

A Pirelli concluiu o seu programa inicial de testes para o Campeonato Mundial de Rali com cerca de 1400km percorridos – o equivalente à distância competitiva de quase cinco ralis WRC.

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