Toyota e Hino desenvolvem camião zero emissões a pilha de combustível

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Toyota e Hino desenvolvem um novo camião elétrico a pilha de combustível (FCEV – Fuel Cell Electric Vehicle), no sentido de revelar um produto final, após ensaios e testes de verificação no Japão.

Veículos pesados necessitam de autonomia e capacidade de carga significativas, bem como um reabastecimento rápido. Por esse motivo, veículos a pilha de combustível a hidrogénio são considerados os mais eficazes, uma vez que possuem uma maior densidade energética.

Em veículos comerciais, deve ser adotada uma solução que garanta um desempenho ambiental excecional e versatilidade em termos de autonomia, capacidade de carga e tempo de abastecimento. O chassis do camião foi especialmente projetado para um veículo a pilha de combustível, com uma autonomia zero emissões prevista de aproximadamente 600 km.

A Toyota Motor Corporation (Toyota) e a Hino Motors, Ltd. (Hino) anunciaram hoje, 23 de março 2020, que irão desenvolver em conjunto um camião elétrico a pilha de combustível (FCEV – Fuel Cell Electric Vehicle), no sentido de revelar um produto final, após ensaios e testes de verificação no Japão.

A Toyota e a Hino estão determinadas a tomar medidas proativas para encontrar soluções para os problemas ambientais globais. As duas empresas declararam metas ambiciosas para reduzir as emissões de CO2 até 2050[i] e estão a desenvolver tecnologias de eletrificação para uso generalizado na sociedade. Para obter reduções adicionais nas emissões de CO2, serão necessárias grandes melhorias no desempenho ambiental de veículos pesados, que representam cerca de 60% do total de emissões de CO2 de veículos comerciais no Japão[ii].

Na eletrificação de veículos comerciais, deve ser adotada uma solução ideal que garanta desempenho ambiental excecional e versatilidade não só em termos de autonomia para longas distâncias, mas também a capacidade de carga e tempo de abastecimento. Veículos pesados são normalmente usados para transporte rodoviário; portanto, precisam de autonomia e capacidade de carga significativas, bem como um reabastecimento rápido. Por esse motivo, veículos a pilha de combustível a hidrogénio são considerados os mais eficazes, uma vez que possuem uma maior densidade energética.

I O camião, a pilha de combustível que serve de base a este projeto de desenvolvimento conjunto é o Hino Profia. Este projeto explora ao máximo as tecnologias desenvolvidas pela Toyota e pela Hino ao longo dos anos. O chassis foi especialmente projetado para um veículo a pilha de combustível com medidas que visam uma redução de peso do veículo, para garantir o máximo de capacidade de carga. O novo camião está equipado com duas pilhas de combustível Toyota que foram recentemente desenvolvidas para a segunda geração do Toyota Mirai e inclui tecnologias desenvolvidas pela Hino para veículos pesados eletrificados com a tecnologia híbrida. Adicionalmente, a autonomia zero emissões prevista é de aproximadamente 600 km.

Toyota e Hino consideram o hidrogénio como uma importante fonte de energia para o futuro e trabalharam juntos no desenvolvimento desta tecnologia. Inovam no sentido de disseminar veículos a pilha de combustível. Um exemplo é o autocarro a pilha de combustível apresentado em 2003 e que tem sido testado durante mais de quinze anos. A Toyota e a Hino irão fortalecer a sua parceria e juntos reafirmam o seu empenho em acelerar o desenvolvimento de uma sociedade de hidrogénio.

i – Desafio Ambiental Toyota 2050: estabelecido em 2015, inclui o Desafio de Emissões Zero de CO2 para Novos Veículos, onde a Toyota tem como objetivo reduzir em 90% suas emissões médias de dióxido de carbono de veículos novos (comparado com os níveis de 2010).
Desafio Ambiental Hino 2050: estabelecido em 2017, inclui o Desafio de Emissões Zero de CO2 para Novos Veículos, onde a Hino tem como objetivo reduzir em 90% as suas emissões médias de dióxido de carbono de veículos novos (comparado com os níveis de 2013).

ii – Camiões e os autocarros com peso bruto superior a 3,5 toneladas; Pesquisa interna Hino, em fevereiro de 2020

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