Hélder Silva lidera primeiro dia na Rampa Porca de Murça

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Os 53 à partida da edição 2020 da Rampa Porca de Murça, estabeleceram um record para a prova de abertura do CPM JC Group 2020. Hélder Silva estreou o novo BRC 53 da melhor forma, sendo o mais rápido deste primeiro dia de competição.

Acabou a “fome” de Montanha. O campeonato de Portugal de Montanha JC Group teve hoje a sua jornada de abertura, com o 1º dia de competição da Rampa Porca de Murça, prova que tem a batuta do CAMI e o alto patrocínio do Município de Murça.

Contrariando as previsões mais pessimistas, Murça recebeu a caravana da Montanha com um sol esplendoroso, que beneficiou o espetáculo proporcionado por um plantel que suplantou as cinco dezenas de pilotos, número bem acima da já boa média alcançada na época passada, permitindo expectar um ano de 2020 com um forte acréscimo de interesse competitivo para a Montanha.

Nos Protótipos, destacava-se à partida a ausência de João Fonseca, campeão nacional em título absoluto e da categoria.

Esse facto tornava, teoricamente, mais aberta a luta pela primazia e este primeiro dia de competição ficou marcado pelo duelo entre Hélder Silva (BRC BR 53) e José Correia (Osella PA2000 EVO 2).

A estrear o novo BRC, Hélder Silva só não foi mais forte na subida inaugural de “warm-up”. A seguir, tomou as rédeas da corrida e corou um dia de domínio com a vitoria na 1ª subida oficial de prova, ao rodar em 2.06.543, à média horária de 119,4 km/h. José Correia melhorou sempre e termina o dia a apenas 0,796 segundos do líder, estando tudo em aberto para amanhã.

Uma evolução constante nos treinos colocou Joaquim Rino (BRC EVOM05) no pódio provisório. Na subida de prova registou 2.15,379.

Na luta pela primazia na sua categoria, está o Caterham 420R do regressado Pedro Salvador e 1,9 que levou à maior sobre Hugo Araújo (Subaru Impreza).

A Categoria GT está mais forte e recomenda-se. Três Porsche 911 GT3 alinharam em Murça, a cargo de Vítor Pascoal e Pedro Silva, vindos dos ralis, que se juntaram a Pedro Marques, piloto habitual na montanha que, este ano, faz a primeira época inteira nesta categoria.

Vítor Pascoal (Porsche 991 GT3 CUP) apostou este ano numa época na Montanha e é o primeiro líder. Registou 2.17.092 e não tem oposição perto. Pedro Silva (Porsche 997 GT3) foi o 2º melhor, a 3,6 segundos e Pedro Marques (Porsche 991 GT3 CUP) está logo atrás, distando apenas 4 décimas de Pedro Silva.

Ricardo Gomes assinou uma estreia mundial. O piloto colocou na linha de partida um Tesla EGT. Este exemplar é, atualmente, o único existente no mundo e o pioneirismo da equipa bracarense foi recompensado com a muita curiosidade sentida com a prestação do carro americano. Como melhor tempo do dia, registou a marca de 2.38.764. Está a melhorar muito de subida para subida.

Uma das grandes novidades foi a introdução do Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group. Dará mais um título nacional e, nesta primeira prova, atraiu já mais de uma dezena de concorrentes.

A “guerra” dos Legends teve um piloto habitual do campeonato no domínio deste dia inaugural.

Luís Silva e o BMW M3 transitaram para esta nova categoria e foram sempre os mais fortes nas quatro subidas realizadas. Terminaram a jornada com o tempo de 2.26.623, tendo atrás de si Alberto Pereira, a estrear um Honda Integra Type R, que rodou 3,8 segundos mais lento. Carlos Oliveira (Ford Sierra RS Cosworth) assegurou o terceiro melhor registo entre os Legends.

No Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha JC Group, a subida de prova trouxe à Rampa Porca de Murça, apresentou-nos um Flávio Saínhas “intratável”.

O covilhanense “voou” rampa acima no seu Ford Escort MKI, registando no cronómetro 2.31,631. Fernando Salgueiro (Ford Escort MKII) foi o segundo melhor, a 2 segundos do líder provisório. Autor de uma excelente subida, Joaquim Soares (Lotus Elan) foi terceiro, 1,4 segundos mais lento do que Salgueiro.

Na taça reservada aos carros com cilindrada inferior a 1300cc, o domínio de Leonel Brás (Citroen AX) foi total. Ao longo da jornada inaugural desta rampa, o piloto, que faz desta rampa o seu “quintal”, foi sempre o mais forte, estabelecendo na subida oficial de prova o tempo de 2.39.441, bem distante dos seus concorrentes mais diretos. O 2º melhor foi Francisco Milheiro (Peugeot 106). O jovem de Guimarães foi paulatinamente melhorando a sua prestação e terminou o dia a rodar a pouco mais de 4 segundos de Leonel Brás. Por sua vez João Silva (Peugeot 106) garantiu pódio provisório, 3 segundos atrás de Milheiro.

Domingos Fernandes foi o único a competir integrado na Taça de Portugal de Clássicos de Montanha 1300. O piloto de Armamar estabeleceu a marca de 3.15.995 na subida de prova.

A jornada final de domingo começará depois das dez da manhã. Nova sessão de “warm-up” dará arranque à competição. Seguir-se-á a terceira e última subida de treinos do fim-de-semana, antecedendo as duas subidas de prova finais, fundamentais para o escalonamento classificativo final desta primeira prova da temporada.

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