KTM apresentou armas para o MotoGP 2020

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A KTM deu esta terça-feira a conhecer as primeiras imagens das novas motos para a temporada de 2020, a quarta da formação austríaca no MotoGP, a segunda com o português Miguel Oliveira nas suas fileiras. Será um ano importante para as duas partes, sendo que para tudo funcionar a KTM assume esperar que o piloto natural de Almada se assuma como um dos líderes do projeto. Foi isso mesmo que declarou Hervé Poncharal, o chefe da Tech 3, no documentário apresentado esta tarde na Áustria, à margem da apresentação da nova moto, numa declaração na qual passou em revista a época passada e apontou aquilo que se espera para 2020.

“Encontrámos um piloto jovem muito promissor, mas também muito amigável, que entrou no MotoGP da melhor forma. Chegou como vicecampeão de Moto2 e a sua abordagem foi sempre muito construtiva. Quis aprender o MotoGP, fosse a nível de pneus ou travões, algo que para ele não era muito familiar. Na primeira metade da temporada foi-se tornando mais e mais forte e competitivo. De repente começou a baixar os seus tempos e a sua performance disparou. Esteve sublime em Spielberg, o Grande Prémio ‘caseiro’ da KTM. Fiquei mesmo muito contente, porque era muito importante para a KTM e para a Red Bull esse resultado. Fez um oitavo posto e deixou-nos muito confiantes para o resto da temporada”, começou por lembrar Hervé Poncharal.

O problema foi a queda que se seguiu em Inglaterra, num acidente muito falado com Johann Zarco – Poncharal trata o francês ex-KTM como “outro piloto”. “Foi um pouco desapontante, porque surgiu quando sentíamos que estávamos a fazer progressos. Acredito que ele teria sido um suporte muito importante para o Pol Espargaró. Mas não foi possível por causa dos problemas físicos. Ele ainda tentou, por ser bravo, mas foi muito complicado para nós. Depois acabou por tomar a decisão de ser operado, o que o deixou de fora para o resto da temporada”, lembrou.

Voltando a página para 2020, Poncharal assume esperar que a parceria entre Miguel Oliveira e Guy Coulon, o seu chefe de equipa, dê frutos este ano e aponta mesmo um estatuto bem importante ao português. “O Miguel trabalhou muito para estar de novo apto. Ele sabe que este é o seu segundo ano e que já não é um rookie. Ele e o Pol têm de ser os comandantes, os dois líders da KTM no MotoGP. Confio nele. Como já disse, é inteligente, humilde e alguém com quem trabalhas muito bem em equipa. Esperamos que 2020 seja uma época sem lesões e que o Miguel consiga pilotar ao nível que merece. Se tudo correr como o planeado, devemos conseguir estar numa boa posição. Habitualmente falamos em resultados no top-10 para a KTM e esse será o objetivo do Miguel para este ano”, finalizou.

A estreia de Miguel Oliveira na nova temporada do MotoGP está marcada para dentro de pouco mais de duas semanas, no Grande Prémio do Qatar, marcado para 8 de março.

Fonte. record.pt

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