Mário Patrão no final do Dakar 2020

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  • Piloto conclui Dakar em 32º lugar da geral

Mário Patrão conclui hoje a sua sétima participação no Rali Dakar 2020 em ano de estreia na Arábia Saudita. O piloto da KTM Factory Racing apoiado pelo CRÉDITO AGRÍCOLA averbou na 12ª e derradeira etapa que hoje se disputou entre Haradh e Quiddiya a 29ª posição tendo completado a prova rainha de todo-o-terreno no 32º lugar da classificação geral absoluta.

O percurso do dia que deveria ter sido de 374 km foi encurtado para 167 km, distância que o piloto apoiado pela BAHCO gastou 1h44m37s a percorrer. No total, de 5 a 17 de janeiro, foram disputadas 11 etapas nas motos (a oitava especial foi anulada), mais de 7.500 km, 5.000 km dos quais ao cronómetro, de uma prova na qual Mário Patrão voltou a mostrar toda a sua tenacidade.

Mário Patrão, também apoiado pela LUSÍADAS SAÚDE entrou com natural prudência e expectativa neste Rali Dakar 2020 que pela primeira se disputou vez nas duras pistas da Arábia Saudita, mas ao longo de toda a prova evidenciou um andamento consistente dentro dos primeiros pilotos que a ASO não insere na Classe Elite. Um problema elétrico na sua mota condicionou o resultado na terceira etapa, mas a partir daí o piloto patrocinado pela GRAB&GO foi melhorando significativamente na tabela classificativa absoluta, de uma prova muito exigente e na qual o roadbook foi em algumas etapas entregue poucos minutos antes do arranque para a jornada do dia, o que criou uma dificuldade acrescida para os pilotos.

A participação de Mário Patrão nesta Dakar 2020 ficou ainda marcada pelo acidente fatal que vitimou o piloto português Paulo Gonçalves na sétima etapa. Mais tarde, na 11ª etapa, Mário Patrão parou para prestar auxílio ao piloto holandês Edwin Straver depois deste ter sofrido uma violenta queda.

Mário Patrão apoiado pelo HOTEL ABRIGO DA MONTANHA faz o balanço desta jornada e da sua prestação na prova: “Foi um ano difícil, mas consegui terminar o Dakar que era o principal objetivo. Foi um Dakar num novo país, num novo continente e com muitas diferenças. Foi um Dakar muito mais rápido, com menos navegação e mais perigoso, no meu entender. O descontentamento é geral e a organização terá muito trabalho para o próximo ano. Quero deixar um agradecimento a todos os patrocinadores, sem vocês estar aqui não seria possível. Agradeço o apoio, e acima de tudo a aposta feita, trazer os meus patrocinadores de sempre para uma equipa oficial é algo que me enche de orgulho, o meu bem haja a todos”, revela o piloto e pela CÂMARA MUNICPAL DE SEIA.

De recordar que Mário Patrão, apoiado pela A&M COSMÉTICA não chegou a partir para o Rali Dakar 2018 após lhe ter sido diagnosticada uma apendicite e ter sido submetido a uma cirurgia de urgência e que em 2019 sofreu uma queda enquanto disputava a sexta etapa da prova rainha do TT que o obrigou a abandonar a corrida e a submeter-se a um período de recuperação que viria a durar oito meses.

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