“Traído” pela KTM Miguel Oliveira tenta brilharete na Austrália

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Sem tempo para descansar ou quase recuperar o fôlego Miguel Oliveira já está na Austrália para discutir a 17ª prova do campeonato do mundo MotoGP 2019. Uma semana depois do GP do Japão onde voltou aos pontos e ganhou mesmo uma posição do campeonato o piloto da Tech3 volta a um dos seus traçados preferidos e onde tem muito boas memórias.

‘Phillip Island é uma pista que me agrada e onde foi sempre muito veloz. Venci em ambas as categorias, consegui mais alguns pódios e por isso é uma pista com muito boas memórias para mim. Vamos ver comído pelao vai evoluir este ano agora que estou em MotoGP. Pelo menos será melhor para o ombro pois não existem tantas zonas de travagens fortes. Espero que possamos terminar fortes e pelo menos em lugares pontuáveis.’

Com 33 pontos somados no campeonato depois de ter garantido mais quatro para a sua conta no Twin Ring, Miguel Oliveira tem no circuito australiano um dos seus favoritos como atestam os bons resultados aqui alcançados desde que chegou ao campeonato do mundo em 2011. Foi aqui que pela primeira vez subiu ao segundo posto de uma prova do mundial – depois de muito ter feito suar Sandro Cortese que caminhava para o título mundial de Moto3, o primeiro da história – tendo depois ganho por duas vezes em 2015 (Moto3) e 2017 (Moto2).

Com 4.448 metros de perímetro, cinco curvas para a direita e sete para a esquerda a pista está localizada a cerca de 150 quilómetros do aeroporto de Melbourne.

Miguel Oliveira revoltado com decisão da KTM sobre companheiro de equipa de Pol Espargaro

Miguel Oliveira parece ter definitivamente perdido a paciência com as opções tomadas pela KTM… Depois de nos últimos tempos ter sempre assumido uma postura compreensiva de forma pública perante os passos dados pela marca, nomeadamente quando Johann Zarco saiu da equipa principal e esse lugar não lhe foi atribuído, o piloto nacional ‘explodiu’ esta quinta-feira depois da decisão anunciada de subir Brad Binder à formação de fábrica.

“Se fosse o Mika Kallio, estaria tudo bem para mim, porque construí uma relação muito boa com a equipa [Tech 3] e não faria sentido a mudança. Mas escolher um ‘rookie’ e um tipo com a mesma idade que eu faz-me sentir que não sou bom o suficiente para cá estar. Mas é a decisão deles, respeito-a e não mudará nada no meu foco em estar cá e dar o melhor”, começou por dizer o piloto luso ao ‘Motorsport’.

“Se olharem para o panorama geral, faz sentido para eles… mas é mesmo só para eles. Em relação a mim, não sei. Tenho de ver o que o futuro me reserva. O meu comprometimento está totalmente aqui e isso vai continuar. Mas quanto ao futuro a longo prazo, não tenho qualquer ideia”, acrescentou.

De resto, Miguel Oliveira explica também o que significaria para si ser piloto de fábrica e as diferenças entre a sua equipa e a principal. “Era suposto termos uma moto de fábrica este ano e isso só aconteceu muito recentemente. Por isso, como será no próximo ano? A questão é que, quando te dão uma posição na equipa de fábrica há muita coisa em jogo. Primeiro de tudo tens uma moto de fábrica, em segundo estás envolvido em todo o desenvolvimento das partes e podes testar muitas coisas. Para mim, tendo um ano de MotoGP, faria mais sentido ir para lá, mas isso não faz sentido para eles. É aí que discordamos. Mas respeito e não há nada a fazer”, lamentou o piloto luso, que ficou a saber da decisão na sexta-feira passada, em Motegi.

“O Mike Leitner veio falar comigo e expliquei-lhe como me sentia sobre a situação. Mas nãof fez grande diferença, por isso essa era já a decisão final deles. Perguntarem-me a opinião foi apenas uma perda de tempo para mim”, atirou.

Lembre-se que na quarta-feira foi anunciado que o segundo lugar na KTM oficial, ao lado de Pol Espargaró, seria ocupado por Brad Binder, sul-africano que este ano está no Moto2. Já Miguel Oliveira irá permanecer na Tech 3, ao lado de Iker Lecuona.

(Texto retirado do Jornal Record)

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