Uso da tecnologia ao volante contribuiu para 32% dos acidentes

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  • Os acidentes por distração, incluindo os provocados pelo uso da tecnologia, nomeadamente o uso de telemóveis, smartphones e das soluções multimédias dos automóveis são responsáveis por 32 por cento dos acidentes nas autoestradas portuguesas.
  • O combate à sinistralidade é o novo desígnio nacional dos operadores do sector rodoviário.

Os dados estatísticos da APCAP – Associação Portuguesa das Sociedades Concessionárias de Autoestradas ou Pontes com Portagem, respeitantes ao ano de 2018 provam um aumento de quase 10% em relação a 2017 dos acidentes por distração (com crescente influência do uso da tecnologia, nomeadamente telemóveis, smartphones e soluções multimédias nas viaturas). Recorde-se que em 2017 cerca de 23% dos acidentes foram provocados por distração, o que implicou já um aumento de 7% relativamente ao ano de 2016. Neste último triénio – de 2016 a 2018 – o número de acidentes por distração duplicou.

Por outro lado, de 2014 a 2018, apesar de uma redução do número de acidentes com vítimas na rede APCAP (em 2014 registaram-se 4047 acidentes e em 2018 foram 2381 acidentes, apesar do aumento da extensão da rede e da circulação em mais de 20%), os acidentes devido a distração mantiveram-se (769 versus 762), pelo que aumentaram em percentagem do total de 19% para 32%, o que significa que este fenómeno começa a ser especialmente preocupante, ultrapassando outros causas de acidente como sejam a velocidade excessiva.

A recolha de dados dos vários operadores da APCAP mostrou que tem havido um incremento da percentagem de acidentes com vítimas devido à distração, o que é atribuído pelos operadores de infraestrutura e outras entidades do setor à chamada multitarefa, conceito associado à condução feita ao mesmo tempo que outras atividades (telefonemas, envio/receção de mensagens e mails, eletrónica embarcada dos veículos, etc.).

Este fenómeno contribuiu para o aumento do número de vítimas nas estradas nacionais nos últimos dois anos, em contraciclo com a tendência que se verificava desde 2010.

Para o Presidente da APCAP, António de Sousa “Circular na nossa rede de autoestradas continua a ser forma mais segura de viajar, mas este aumento dos acidentes pelo uso da tecnologia é muito grave e deve ser travado pelo governo e pelas instituições do sector, tal como a prevenção que tem sido feita e realizada ao nível do combate aos incêndios. É necessário que a redução da sinistralidade rodoviária constitua um desígnio nacional”.

Num recente encontro sobre segurança rodoviária promovido pela APCAP e que contou com a presença da ANSR, do ACP, do IMT, da IP, da PRP, da GNR e da PSP, entre outros, foram debatidas e apresentadas algumas medidas para redução efetiva da sinistralidade.

No site da APCAP é possível encontrar as brochuras sobre segurança rodoviária.

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