Pirelli faz a antevisão do G.P. de Itália

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Com o motivo do Grande Prémio da casa, a Pirelli selecionou os compostos C2 (duro), C3 (médio) e C4 (macio), a combinação mais utilizada em 2019. Com esta opção assegura-se o melhor compromisso para satisfazer as diversas dificuldades do “Templo da Velocidade”, uma pista que com o passado dos anos foi acrescentando ao seu traçado novas secções mais lentas e técnicas que, em conjunto com as rectas e curvas características ainda acrescentou a reputação de Monza. Por estes factos, estamos perante o traçado que acolheu mais grandes prémios da história.

CARACTERÍSTICAS DO CIRCUITO

Em 2018, Kimi Räikkönen logrou aqui a pole position após estabelecer a vollta más rápida jamais completada ao traçado e na história da Fórmula 1, com uma velocidade média de 263,587 km/h. Contudo, o recorde do circuito – que foi registado em corrida – segue nas mãos de Rubens Barrichello desde 2004 com um tempo de 1m21.046s a uma média de 257,320 km/h.

Os pneus para este fim-de-semana são similares aos utilizados na época passada, com a presença dos compostos médio, macio e o supermacio. Os únicos a salientar estão no C4, que é mais macio que o supermacio de 2018, e o C2, que também é mais macio que o médio do ano passado.

As equipas optam para Monza pelas configurações mais aerodinâmicas do ano para potenciar a velocidade máxima nas suas longas retas. Portanto, os pneus devem oferecer a máxima aderência mecânica nas curvas, o que torna as subviragens num problema comum, principalmente quando as equipes procuram proteger os pneus traseiros para otimizar a tração.

O clima em Monza é geralmente seco e quente, embora em 2018 houvesse chuviscos na sexta e no sábado, o que dificultou a recolha de dados durante os treinos livres.

O ano passado, Lewis Hamilton venceu a partir da terceira posição da grelha, com uma estratégia de apenas uma paragem, mesma eleição da maioria dos pilotos. O Inglês foi às boxes mais tarde que o autor da pole – Raikkonen, e retirou melhor rendimento de uns pneus mais novos para arrebatar a liderança umas voltas mais tarde.

A resistência estrutural dos pneus é um fator determinante em Monza devido à agressividade e impacto sobre os corretores de algumas Chicanes, especificamente as de Rettifilo e Roggia.

MARIO ISOLA – RESPONSÁVEL PIRELLI NA F1 E COMPETIÇÃO AUTOMÓVEL

“Monza, tal como Spa, representa um grande desafio para pilotos, carros e pneus. No entanto, ao contrário do ano passado, não trouxemos os mesmos pneus para os dois circuitos. Enquanto a ronda Belga contou com pneus mais duros que os de 2018, para Monza vamos ter pneus um pouco mais macios. No ano passado, esta pista registou, a volta mais rápida da história, e se a tendência dos carros é rolar cada vez mais rápido, não será surpreendente se o recorde fosse batido este fim-de-semana. Monza é um lugar onde é difícil ultrapassar, então, tal como presenciámos na corrida da última temporada, a estratégia dos pneus pode fazer a diferença. O surgimento da chuva é outro fator a considerar e pode fazer a diferença ao selecionar o composto do pneu. De facto, nos últimos dois anos, o elemento água teve a sua quota de protagonismo em algum momento ao longo do fim-de-semana, adicionando mais uma variável aos testes ou treinos nos quais as margens são sempre mínimas ”.

OUTRAS INFORMAÇÕES PIRELLI

  • Estão programados inúmeros eventos ao longo do fim-de-semana: a Ferrari e o Automobile Club d’Italia vão celebrar, a 4 de setembro, o 90º aniversário da marca do Cavallino e do Grande Prémio de Itália, com um desfile e uma festa na Piazza del Duomo de Milão.
  • A Pirelli patrocinará em exclusivo o Salon Privé, que terá lugar no Blenheim Palace do Reino Unido, coincidindo nas datas da prova Italiana.
  • Metade da festa no jardim e outra metade no salão Automóvel, esta celebração encena com o lançamento de mais de dez novos modelos Automóveis, a acrescentar a comemoração do centenário da Bentley.

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