Luis Pirralho explica sucesso do CISET 4X4 COUÇO

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Aos comandos do Extreme Trial 4×4 durante varios anos, e mais recentemente do CHALLENGE IBÉRICO SUPER EXTREME TRIAL 4X4, Luis Pirralho, Director da X-Adventure foi um dos principais impulsionadores da enorme transformação que este competição sofreu, que de um trofeu regional de Trial 4×4 passou para uma competição de âmbito internacional regulada pela FPAK-Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting e também pela FAA – Federação Andaluza de Automovilismo quando as provas são realizadas em solo Espanhol. Integrado neste calendário está o CHALLENGE IBÉRICO SUPER EXTREME TRIAL 4X4 COUÇO, que é prova que reúne mais participantes da modalidade em todo o território da Península Ibérica, e é para falar um pouco dessa prova que terá lugar já no próximo fim de semana que publicamos com Luis Pirralho:

Luis, em primeiro lugar, e sobretudo para quem não conhece o “Couço” quer dizer-nos o que é realmente esta prova?

Bem, o “Challenge Ibérico Super Extreme Trial 4×4 Couço” que é assim como se chama esta prova, é um dos eventos integrantes do Challenge Ibérico Super Extreme Trial 4×4, uma competição organizada pela APTE – Associação Portuguesa de Trial Extremo e que tem a particularidade de ser disputada ao abrigo de duas Federações, por um lado a FPAK – Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting e também da FAA – A Federação Andaluza de Automobilismo, uma vez que esta prova é internacional e conta para várias competições, incluindo Espanholas e nós como X-Adventure temos a responsabilidade de promover e dar suporte ás organizações locais. Mas no Couço, e apesar de toda a importância do aspeto desportivo, acaba por sobressair mais convívio de pessoas que têm em comum a paixão pelo desporto motorizado e pela modalidade de trial, e que têm aqui o seu encontro anual, reunindo largas dezenas de participantes, tanto do CISET 4×4, como de outras competições, ou até participantes esporádicos, mas que querem estar presentes.

Qual é o segredo do sucesso da prova do Couço?

Não sei bem. Nos primeiros anos até recebeu algumas criticas, sobretudo pela quantidade de água devido ás travessias a vau do rio. Depois, gradualmente os pilotos foram compreendendo esse obstáculo e qual a melhor forma de o enfrentar e começaram então tirar partido da diversão desta prova. Poderá ter sido esse o momento em que a prova começou finalmente a crescer. Depois claro, o cenário único em todo o panorama desportivo, o tipo de desafio, o esforço e empenho da organização, a época do ano em que se realiza, estar integrado nos programas da Semana de Arte, Cultura e Desporto do Couço, e mais uma serie de pequenos detalhes que acabam por fazer deste evento algo que nem nós mesmos conseguimos explicar muito bem.

Nos dois últimos anos estiveram aqui cerca de 70 veículos a participar. Acha que conseguimos superar este ano?

Não imagina a quantidade de vezes que me perguntam se vamos ter mais carros este ano. Mas francamente é uma resposta que não me atrevo a dar, pelo menos para já. É verdade que a lista já vai extensa, com muitos Portugueses e Espanhóis, mas temos que ser realistas, é um número que tanto quanto julgo saber mais nenhuma organização deste tipo de provas conseguiu alcançar, e nós já lá chegamos duas vezes, chegar a terceira vez consecutiva parece-me ser possível, mas aguardemos mais uns dias para ver como é que as coisas se compõem.

Há pouco disse-nos que a prova fazia parte dos calendários tanto da Federação Portuguesa como da Federação Andaluza. Acha que isso é um impedimento para não chegarmos por exemplo aos 100 carros?

Bem chegar a 100 carros é extremamente complicado em qualquer cenário, e seria um desafio mesmo para nós como organização. Mas não creio que seja porque estas provas são oficiais que isso impeça alguém de vir. Na verdade a nossa relação como promotores e organizadores com as Federações tem sido exemplar, pois por um lado eles têm nos ajudado a integrar e cumprir todos os regulamentos, e nós temos feito um esforço de adaptação que pensamos ser reconhecido. Os pilotos a mesma coisa, têm-se preocupado em obter licenças desportivas e também os passaportes técnicos dos seus carros. Talvez nos primeiros tempos tenham havido algumas reticencias por parte de uma ou outra equipa, mas julgo completamente ultrapassadas, e a prova disso são ás já varias dezenas de pilotos inscritos todos em conformidade. E sabemos de muitas equipas que estão a tratar da documentação para poderem estar presentes. As pessoas que estarmos juntos das federações é uma mais valia.

Regressando aquilo que é a prova do Couço, mais propriamente o terreno, como descreve este evento, uma vez mais pensando naqueles que ainda não tiveram oportunidade de aqui vir.

É simples, a principal característica da prova são as travessias a vau rio Sorraia. Essa é a imagem de marca. Não há equipa que venha aqui que não leve histórias para contar das suas travessias. É uma corrida difícil, o fundo do rio é em areia e não há pontos de ancoragem para os guinchos, pelo que têm que se aplicar para não ficarem presos a meio. Depois, mesmo sem que nós tenhamos que intervir, esta prova todos os anos é diferente, porque apesar de as pistas estarem quase sempre marcadas nos mesmos sítios, o rio todos os anos muda e nunca se sabe que surpresas escondem aquelas águas. Para além do rio, a prova tem mais duas zonas, uma rápida em linha, sem obstáculos, para os carros poderem rodar um pouco e uma outro com obstáculos artificiais, com buracos, poços de lama, e outras “coisas boas”.

Alguma novidade em termos de pista para 2019?

Nada de relevante, os traçados são muito parecidos com os que utilizamos em 2018, mas como disse há pouco o rio todos os anos muda. Este ano temos o nível medio da agua bastante baixo, porem asseguramos que não vai faltar nada daquilo a que as equipas e publico estão habituadas. De resto o Padock sofrerá algumas alterações de pormenor por causa do elevado numero de participantes, os obstáculos artificiais terão também um ou outro ponto revisto, mas nada que mereça destaque.

E sem ser na pista?

Como disse, irá haver uma modificação no Paddock para acolher melhor os participantes. Os espaços reservados ao publico também vão sofrer melhorias e correções. Há uma “novidade” que não posso bem chamar de novidade, nem sequer é algo que seja do agrado de todos, mas espero pelo menos compreensão, e que tem a ver com a proibição de qualquer tipo de fogo. A prova é uma grande festa, e era habitual fazerem-se churrascos entre os grupos de amigos, mas este ano por muito que nos custe, não é permitido fazer lume. Não é algo que queiramos fazer, mas temos que ser assim. Peço compreensão, mas sobretudo colaboração. Isto afeta tanto publico como participantes, e se esta regra não for cumprida sujeitam-se á atuação das autoridades – que estarão presentes, sem que nós possamos fazer nada.

Uma prova com esta dimensão é difícil de organizar?

Bastante. São meses de preparação, com muitos detalhes para tratar, com as Federações, com as Autarquias, com o Ministério do Ambiente, com a GNR, com os Bombeiros e com muitas outras entidades. Depois há ainda outras questões como são as Equipas Medicas, Cronometragem, a Segurança, etc. Colocar a prova no terreno e gerir aqueles dois dias até é a parte mais fácil. Antes é que é complicado.

E em termos de apoios, tem sido fácil conseguir apoios para projeto?

Bem temos os nossos patrocinadores do CISET 4×4, teremos alguns patrocinadores só deste evento, e temos ainda o apoio incondicional tanto da Freguesia do Couço como do Município de Coruche. Mas a verdade é que se tivéssemos um pouco mais de ajuda, conseguiríamos fazer muito mais. Porém, diz-se que só “faz falta quem está”, portanto, são o que estão connosco que temos que acarinhar e dar retorno.

Para terminar, tem algo que queria dizer a quem vem ou está a pensar vir ao Couço nos próximos dias 13 e 14?

Quero acima de tudo agradecer a confiança dos nossos parceiros e também das largas dezenas de participantes já inscritos ou que estão a tratar da sua inscrição. São eles que já conseguiram fazer da edição de 2019 mais uma edição de sucesso. E para as equipas que estão na dúvida, que se juntem a nós para mais uma grande festa do Trial 4×4.

Ao publico, que nunca veio, aconselho uma vista de olhos pelo nosso site em www.extremetrial4x4.com ou pelas nossas paginas e grupos no Facebook para verem do que estamos a falar, e que no sábado á noite o no domingo durante o dia venham até ao Couço para assistirem ao vivo a uma das mais espetaculares provas de desporto motorizado realizadas em Portugal na atualidade.

PROGRAMA

A decorrer – Inscrições

Encerramento das Inscrições: Dia 11 de Julho de 2019

FIM DE SEMANA DA PROVA

Dia 13 de Julho de 2019 – SÁBADO:

10:00 – Abertura do secretariado avançado – Junta de freguesia do Couço
Verificações Administrativas
Entrega de acreditações e passes
10:30- Abertura Verificações Técnicas (local pista trial4x4 Couço)
16:30 –Encerramento das verificações administratitvas e entrega de acreditações
17:00 – Encerramento das verificações tecnicas
17:30 – 1º Reunião do CCD
18:00 –Publicação da Lista de Participantes – No secretariado da prova
18:30 –Briefing geral do evento
19:00 – Inicio de Prologo ( classe fun/ promoção )
19:30 – Inicio de Prologo ( classe Proto )
20:30 – Inicio de Prologo ( classe Super –Proto )
21: 15 – Publicação de Resultados

Dia 14 de Julho de 2019 – DOMINGO:
11:00- Briefing geral
12:00 – Inicio Resistencia ( classe super-proto)
13:00- Inicio Resistencia ( classe Proto )
14:00 – Fim Resistencia ( classe super-proto)
14:00 – Inicio Resistencia ( classe Promoção)
14:30 – Inicio Resistencia ( classe fun)
15:00 – Fim Resistencia ( classe Proto)
15:30 – Fim Resistencia ( classe Promoção)
16:00- Fim Resistencia ( classe Fun )
16:45 – Afixação classificações finais provisorias
17:15 – 2º Reunião do CCD
17:45 – Entrega de lembranças e premios aos vencedores
18:00- Afixação classificações finais oficiais

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