Pirelli faz a antevisão do G.P. do Mónaco

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  • A pista mais lenta, os pneus mais macios

O Mónaco é como uma exceção no calendário do Campeonato Mundial de Fórmula 1, mas também a corrida mais famosa da época. As suas origens datam de finais dos anos 20 do século passado, no entanto ainda estão bem presentes em aspectos como o traçado do circuito, que mantém quase práticamente a totalidade da forma, e a sua natureza estreita e lenta, para além das suas proteções de “rails” que não perdoam o minimo erro. Como é habitual, a Pirelli disponibilizará para Montecarlo os três compostos  mais macios da gama de 2019: o C3 (branco – duro), C4 (amarelo – médio) e C5 (vermelho – macio).

O Mónaco, é uma expressão de superlativos negativos, que incluem a média de velocidade mais baixa e a viragem mais lenta de toda a época. Como consequência, alcançar a máxima aderência mecânica é fundamental, um requisito associado com a eleição dos compostos mais macios.

Algumas zonas do traçado foram reasfaltadas, embora seja um asfalto especifico urbano, idêntico ao que já existia, logo não haverá muita diferença.

A estratégia de uma paragem é a regra no Mónaco, e apenas uma ciscunstancia excecional impediria para que este ano não seja repetida. O tempo da paragem nas boxes é crucial, já que é muito complicado ultrapassar em pista.

A aderência é baixa e a evolução limitada da pista ao longo do fim de semana (para isso contribui, que o traçado seja aberto ao tréfego a cada noite e grande parte do dia de sexta-feira). Se a ele juntarmos a sua grande especificidade de um circuito muito estreito, a presença de um Safety Car é mais que provável.

A diferença do ultimo traçado urbano do Calendário – Baku, os pneus em Montecarlo trabalham de uma forma constante, devido à enorme sucessão de curvas. Por este facto, os pneus são relativamente fáceis de aquecer.

MARIO ISOLA – RESPONSÁVEL DA F1 E DESPORTO AUTOMÓVEL

” Como é habitual, vamos disponibilizar os compostos mais macios para o Mónaco. O C5 é quase idêntico ao Hipermacio do ano passado, embora tenha sido desenhado para sofrer menos “graining” sob temperaturas frias, e assim permitir aos pilotos,  com ele, a maior possibilidade de atacar ao máximo do inicio ao fim a cada turno. Isto significa, que não irão requerer tanto a gestão como ocorria com os pneus de 2018, e tudo isto, sem renunciar um ápice às suas excelentes prestações. Como consequência, podemos prever uma corrida rápida em comparação com a do ano passado. Por outra parte, o Mónaco é diferente a qualquer outra prova do campeonato, e obriga a aproveitar a mais minima oportunidade estratégica, em particular se entra em ação o Safety Car. Ultrapassar em pista é praticamente impossivel, no ano passado foi demonstrado por Daniel Ricciardo, triunfando desde a pole, apesar de ter tido um problema na fase final da prova, e o tempo ganho ou perdido nas boxes é crucial”.

Outras informacões Pirelli

  • A distribuição de pneus escolhida pelos pilotos coloca a importância nos compostos mais macios, com um elevado número de pilotos que optaram por 11 jogos dos P Zero F1 vermelhos.
  • Todos os carros realizaram um teste em Barcelona na semana passada, que encerrou com o melhor tempo alcançado pelo Mercedes de Valtteri Bottas. Durante os testes, a Ferrari e a Racing Point alinharam com um segundo monolugar que levou a cabo alguns ensaios com os compostos prototipo 2020.
  • Os novos pneus de 18 polegadas que utilizará a Fórmula 2 em 2020, foram testados pela primeira vez em Mugello. No futuro próximo vão acontecer mais testes como este,  para continuar o seu desenvolvimento.

Após o grande prémio do Mónaco, a  Pirelli realizará um teste privado com os pneus de chuva de 2020. A Ferrari e a Red Bull irão testar os pneus intermédios e full wet em Paul Ricard, de 28 a 29 de maio. No primeiro dia a Ferrari participará em exclusivo e a Red Bull fará em ambas as jornadas.​

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