Bosch investe milhares de milhões de euros em medidas ambientais e no aumento da qualidade do ar

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  • Conclusão do ano de 2018: resultados e vendas atingem valores recorde
  • Receitas com vendas aumenta para 78,5 mil milhões de euros em 2018
  • EBIT das operações alcança os 5,5 mil milhões de euros em 2018
  • Bosch reduz pegada de carbono para zero em 2020
  • Níveis neutros de poluição em tráfego rodoviário é também uma meta
  • Volkmar Denner: “As ações ambientais fazem sentido no nosso negócio, em conjunto com soluções para o aumento da qualidade do ar, podemos contribuir para uma maior estabilidade social.”

Para o Grupo Bosch, o ano de 2018 foi um sucesso. A empresa aumentou a receita de vendas para 78,5 mil milhões de euros. O lucro antes de juros e impostos (EBIT) de operações atingiu 5,5 mil milhões de euros. Apesar do elevado investimento em áreas como a eletrificação e a automação da mobilidade, a margem EBIT das operações melhorou novamente em 2018, passando de 6,8% em 2017 para 7,0%. A Bosch aumentou os gastos em investigação e desenvolvimento para 7,3 mil milhões de euros, o correspondente a 9,3% da receita de vendas. As despesas de capital aumentaram 14% para 4,9 mil milhões de euros, o que é o equivalente a 6,3% da receita de vendas. A Bosch criou quase 8.000 novos postos de trabalho em todo o mundo em 2018, dos quais metade direcionados para áreas de investigação e desenvolvimento.

Para 2019, a Bosch espera que a evolução económica seja moderada. A empresa prevê que o crescimento da economia mundial seja de apenas 2,3%, identificando as disputas comerciais, os altos níveis de endividamento nos países europeus e a queda na produção automóvel como os fatores principais que pressionam a economia global. Apesar do ambiente difícil em setores e regiões que são importantes para a Bosch, a empresa espera que as vendas em 2019 ultrapassem os níveis de 2018. Os primeiros três meses do ano tiveram vendas similares às do ano anterior. Independentemente desta perspetiva a curto prazo, o Grupo Bosch está a intensificar os seus esforços para combater as alterações climáticas e melhorar a qualidade do ar.

“As alterações climáticas não são ficção científica; estão a acontecer. Se quisermos ser rigorosos no cumprimento do Acordo de Paris, a mudança de comportamentos e a consciência ambiental precisa ser vista não apenas como uma aspiração de longo prazo. Precisa acontecer aqui e agora”, afirmou Volkmar Denner, presidente do conselho de administração da Robert Bosch GmbH, na conferência de imprensa anual da empresa. “Também levamos muito a sério as preocupações das pessoas sobre a qualidade do ar nas cidades. Como líder em inovação, queremos lançar soluções tecnológicas para problemas ecológicos.” Além disso, Volkmar Denner acrescentou: “as restrições de veículos nos grandes centros, protestos sobre o diesel, os coletes amarelos e as manifestações contra as alterações climáticas – tudo isso mostra que as empresas precisam tomar medidas ecológicas e oferecer novas soluções para a qualidade do ar urbano, no sentido de estabilizar o clima social.”

Bosch será primeira empresa industrial neutra em emissões de carbono em 2020

Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), a indústria é responsável por quase um terço das emissões globais de dióxido de carbono. Isso é motivo suficiente para a Bosch intensificar esforços, já bem-sucedidos, para reduzir a produção de CO2. “Seremos a primeira grande empresa industrial a atingir a meta ambiciosa de neutralidade nas emissões de carbono, em pouco mais de um ano. A partir de 2020, a Bosch terá uma pegada de carbono correspondente a zero”, anunciou Volkmar Denner. “Todos as 400 localizações da Bosch, espalhadas pelo mundo inteiro, serão neutras em carbono a partir de 2020.” Para tal, a empresa assentará a sua atividade em quatro eixos principais. A Bosch aumentará a eficiência energética, aumentará a utilização de renováveis no seu fornecimento de energia, comprará mais energia verde e compensará as emissões inevitáveis ​​de carbono. Isso evitará 3,3 milhões de toneladas de emissões de CO2 até 2020.

Melhor qualidade do ar: poluição quase zero

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 90% da população mundial respira ar tóxico. A Bosch espera alcançar uma meta ambiciosa para contrariar este número: “queremos reduzir a poluição do ar do tráfego para praticamente zero. Para alcançarmos essa meta, estamos a olhar muito para além daquilo que está por baixo do capô do carro”, afirmou Volkmar Denner. O projeto da empresa para reduzir a concentração de poluentes atmosféricos a níveis próximos de zero é baseado em três pilares: a Bosch está a desenvolver tecnologias de baixos poluentes, a trabalhar com vários municípios em projetos para manter fluxos de tráfego estáveis ​​e a gerir na mobilidade na própria empresa através de um sistema nas próprias localizações.

Otimizar os motores de combustão interna – utilizando inteligência artificial

A empresa prevê que cerca de 75% de todos os automóveis novos e veículos comerciais leves continuem a ser movidos por um motor de combustão interna em 2030. Tendo este fator em vista, a Bosch continua a investir consideravelmente ​​na otimização de motores a gasolina e a diesel. A empresa também está a usar a inteligência artificial para desenvolver ainda mais os motores de combustão interna. Como exemplo, a Bosch está a usar a inteligência artificial para prever o controle do gás de escape, de acordo com padrões desenhados a partir do comportamento de condução dos utilizadores, tendo em conta que esse é um fator que permite a redução das emissões dos veículos. Cerca de 3.500 colaboradores nas unidades de sensores de exaustão e tratamento de gases de escape da empresa geraram vendas de 2,3 mil milhões de euros em 2018. Este número deve chegar aos 3 milhões de euros até 2025.

Unidades de análise móveis: menos 20% de emissões de óxido de nitrogénio

A Bosch está atualmente em conversações com quase 100 municípios em toda a Europa sobre quais medidas específicas que devem ser tomadas para melhorar a qualidade do ar. Em Estugarda, Paris e Marselha, a Bosch está a testar uma unidade de análise móvel. Estas unidades, recentemente desenvolvidas, medem continuamente o nível de contaminantes no ar. Juntamente com simulações, estas leituras são definidas para fornecer mais informações sobre a relação entre as emissões veiculares e a poluição ambiental. Por exemplo, um projeto com a cidade de Estugarda demonstrou que fluxos de tráfego controlados podem reduzir as emissões de óxido de nitrogénio da frota existente em até 20%. No futuro, será possível criar mapas de concentração de poluentes de alta resolução, com os dados das unidades de análise. Estes mapas podem ser usados ​​para otimizar a gestão de tráfego.

Gestão da mobilidade na empresa: melhor qualidade do ar em conurbações

O terceiro pilar do projeto é a gestão da própria mobilidade na empresa. O objetivo é reduzir o tráfego e, consequentemente, as emissões pelas quais a Bosch é responsável, principalmente nas conurbações. As medidas tomadas vão desde autocarros em grandes cidades como Brasil, China e Turquia, até acordos de teletrabalho e aluguer de bicicletas. Além disso, a Bosch está a alavancar o poder da conectividade. Durante algumas semanas, por exemplo, os cerca de 8.000 colaboradores da unidade de Reutlingen puderam usar a plataforma de partilha de viagens SPLT, cuja aplicação torna mais fácil poderem formar carpool. Na área metropolitana de Estugarda, onde cerca de 55.000 colaboradores da Bosch percorrem uma área combinada de 1,5 milhões de quilómetros todos os dias, a empresa também é membro da Clean Air Alliance.

Eletromobilidade: 14 milhões de veículos em 2020

A Bosch espera também que os veículos elétricos desempenhem um papel importante na melhoria da qualidade do ar nas cidades. No mercado emergente da eletromobilidade, a Bosch está a esforçar-se para se tornar líder de mercado. Até 2025, a empresa pretende gerar 5 mil milhões de euros em vendas com eletromobilidade, dez vezes o valor de 2018. “Na crescente concorrência pela criação de valor no domínio da tecnologia de propulsão, vemos boas oportunidades no futuro. O nosso know-how, o nosso amplo portefólio de produtos e as economias de escala na fabricação tornam-nos o parceiro ideal dos fabricantes de veículos e fornecedores de mobilidade em todo o mundo”, afirmou Volkmar Denner. Os componentes de transmissão da Bosch já estão presentes em mais de um milhão de carros elétricos em todo o mundo. Até o final de 2022, esse número deve subir para 14 milhões. Até ao momento, a empresa realizou projetos relacionados com área de powertrain para 50 plataformas de veículos elétricos. Só no ano passado foram 30 projetos. “Também queremos ajudar a tecnologia de células de combustível a avançar de forma positiva”, acrescentou Volkmar Denner. Nesse sentido, a Bosch anunciou recentemente uma parceria com a Powercell, uma fabricante sueca de baterias de células de combustível. Estas baterias representam dois terços do valor de um sistema de célula de combustível. “Juntamente com a Powercell, queremos comercializar baterias e lançá-las até 2022”, adiantou Volkmar Denner.

Condução autónoma: baixo consumo e emissões

A condução autónoma também contribuirá para melhorar a qualidade do ar. Segundo a empresa de pesquisas KE Consult, a condução autónoma pode reduzir o consumo de combustível em mais de 30%. Mais de 5.000 engenheiros da Bosch estão a trabalhar em condução autónoma, quase o dobro de há dois anos atrás. Tal como Volkmar Denner afirmou: “até 2022, planeamos investir cerca de 4 mil milhões de euros em automação e, portanto, em mobilidade sustentável.” Os sistemas de assistência ao condutor estão a contribuir para o crescimento destes sistemas que levará à condução totalmente autónoma. Tendo em conta os atuais valores de cerca de 2 milhões de euros, espera-se que a receita aumente em quase 15% este ano. As vendas de sensores de radar deverão crescer 20% e as vendas de sensores de vídeo em 30%. “A condução autónoma não é apenas uma promessa para o futuro, é já hoje uma área de crescimento para nós”, conclui Volkmar Denner.

Negócios em 2018: vendas e ganhos em níveis recorde

“2018 foi um ano bem-sucedido para o Grupo Bosch”, afirmou Stefan Asenkerschbaumer, CFO e vice-presidente do conselho de administração da Bosch. Assim como em 2017, as vendas e os resultados atingiram um nível muito positivo. A receita de vendas totalizou os 78,5 mil milhões de euros – um valor que foi afetado por efeitos substanciais da taxa de câmbio, de 2,1 mil milhões de euros. Depois de ajustar os efeitos da taxa de câmbio e ignorar os efeitos da consolidação, as vendas cresceram 5%. Nominalmente, cresceram em 2,2%. Os lucros antes de juros e impostos (EBIT) das operações totalizaram 5,5 mil milhões de euros, acima dos 5,3 mil milhões de euros do ano anterior. Apesar dos ​​investimentos consideráveis em áreas promissoras, a margem EBIT das operações aumentou de 6,8% em 2017 para 7,0%. “Apesar dos desafios económicos, em 2019 continuaremos a investir substancialmente no desenvolvimento de novas tecnologias e áreas de negócios, a fim de garantir a viabilidade futura da empresa”, conclui Asenkerschbaumer. “Da mesma forma, o nosso compromisso de reduzir as emissões de carbono e o respeito efetivo pelo ambiente não é condicionado por questões financeiras de curto prazo, é antes uma visão ao longo prazo.”

O ano de 2018 por área de negócio

Todos os setores empresariais registaram um bom desempenho em 2018: o setor de negócios de Soluções de Mobilidade aumentou as suas vendas em 3,5% (5,8% após o ajuste dos efeitos da taxa de câmbio) para 47,6 mil milhões de euros. Consequentemente, o crescimento da Bosch neste setor superou mais uma vez a produção automóvel global. Ao cifrar-se nos 7,1%, a margem EBIT das operações quase alcançou o nível do ano anterior. O setor de negócios de Bens de Consumo registou vendas de 17,8 mil milhões de euros. Ao ajustar os efeitos da taxa de câmbio faz com que esta queda de 3,1% se traduza no aumento de vendas de 0,7%. Um dos fatores que está por detrás deste resultado é a crescente pressão competitiva, particularmente na China. A margem EBIT das operações de 7,8% ficou ligeiramente abaixo do nível do ano anterior. No setor de negócios de Tecnologia Industrial, as vendas aumentaram para 7,4 mil milhões de euros. Isso representa um aumento de 8,8%, ou 11,7% após o ajuste dos efeitos da taxa de câmbio. A margem EBIT das operações aumentou em mais de cinco pontos percentuais, para 8,4%. No setor de negócios de Energia e Tecnologia de Edifícios, as vendas aumentaram 2,4% para 5,6 mil milhões de euros. Depois de ajustar os efeitos da taxa de câmbio, este valor equivale a 5,1% de crescimento. Ao manter-se nos 4,2%, a margem EBIT das operações permaneceu mais ou menos inalterada.

O ano de 2018 por região

Na Europa, a receita de vendas aumentou 3,3% (4,8% após o ajuste dos efeitos da taxa de câmbio) para 41,4 mil milhões de euros. Na América do Norte, as vendas totalizaram 12,3 mil milhões de euros. Depois de ajustar os efeitos da taxa de câmbio, este aumento de 2,7% equivale a um aumento de 7,4%. Na América do Sul, os negócios registaram uma recuperação com um crescimento de 11,6% nas vendas ajustadas pela variação cambial, correspondendo a uma receita de vendas de 1,4 mil milhões de euros. Em termos nominais, as vendas caíram 6,2%. A Bosch gera agora quase 30% de suas vendas totais na região Ásia-Pacífico (incluindo a África). As vendas nesta região cresceram 3,7%, o equivalente a 23,4 mil milhões de euros, após o ajuste dos efeitos da taxa de câmbio. O crescimento nominal foi de 0,7%.

Crescimento do número de colaboradores: oportunidades de carreira para especialistas e executivos

A 31 de dezembro de 2018, o Grupo Bosch empregava cerca de 410 mil colaboradores em todo o mundo. Este número corresponde a um aumento de cerca de 7.700 pessoas a mais do que no ano anterior. O maior crescimento no número de colaboradores ocorreu na Europa e na Ásia-Pacífico. Na Alemanha, o número de colaboradores aumentou cerca de 1.700. A Bosch emprega agora cerca de 70.000 pessoas em investigação e desenvolvimento, quase 4.000 pessoas mais do que no ano anterior. De registar ainda que 27.000 colaboradores são especialistas em software e em TI. Este número deve registar um aumento. “Nos próximos cinco anos, a Bosch planeia contratar quase 25.000 novos especialistas em TI e software em todo o mundo”, concluiu Volkmar Denner.

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