Velocidades testou o Mazda MX-5 2.0 RF

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Quem gosta do prazer de condução, da aventura e do ser de facto diferente na estrada, tem no Mazda MX-5 uma forte opção de compra. Este pequeno desportivo japonês que veio relançar o conceito “roadster”, continua a cumprir os preceitos que estiveram na base da sua criação e lançamento em 1989. Se para os “puristas” o modelo orginal com capota de lona, – até aqui a única disponível na gama -, é tudo o que sonharam, para os mais exigentes e apreciadores de um conforto extra dentro do espírito oferecido, ou até mesmo para aqueles que querem utilizar o MX-5 nas suas deslocações mais longas, o ruído associado à solução original mesmo com o tecto fechado, é um factor negativo.

Pensando neste últimos, a Mazda lançou a versão RF acrónimo de “Retractable Fastback”, dotado de um hardtop retráctil, composto por três secções, com operações de abertura e fecho a fazerem-se em 13 segundos e podem ser realizadas a velocidades até aos 10 km/h. No domínio mecânico a aposta mantém-se nos mesmos dois motores a gasolina – SKYACTIV-G 1.5 (131 cv) SKYACTIV-G 2.0 (160 cv) – recorrendo-se à comprovada caixa de velocidades manual de 6 velocidades, directa e curta SKYACTIV-MT, solução que a Mazda tem adaptado a toda a sua actual gama de modelos. Neste capítulo há uma novidade associada ao novo MX-5 RF, já que também pode recorrer a uma transmissão automática de 6 velocidades SKYACTIV-AT, esta apenas passível de ser conjugada com o bloco de maior cilindrada e mais potente.

O Velocidades.pt teve oportunidade de experimentar este “delicioso brinquedo” da Mazda e apesar de curto, este teste conseguiu dar-nos uma clara ideia do excelente trabalho desenvolvido pela marca nipônica na quarta geração deste icónico carro, que lhe permite manter o inegável estatuto de “roadster mais vendido do mundo”. O tempo de chuva e frio inerente à estação porque passamos, não nos permitiu testar o MX5 na versão descapotável, ficando essa analise para outros dias…

A versão ensaiada, o Mazda MX-5 2.0 SKYACTIV-G 160 cv MT Excellence com os Pack Sport, Pack Navi e Pack 2 Tone, foi de facto uma agradável surpresa em vários aspectos. Começando pelo habitáculo, onde é de realçar o excelente trabalho dos técnicos da marca na sua concepção e revestimento, com todos os materiais a possuirem uma excelente qualidade e toque. A exiguidade dos dois lugares é de facto um entrave a condutores e penduras fisicamente mais “avantajados”, quer em peso quer em altura, assim como o é, a baixa altura ao solo que dificulta sobretudo a saída do carro. Um sinal mais para os excelentes bancos da Recaro e um sinal menos para o volante, que é na nossa opinião um pouco fino demais.

Também o espaço para armazenamento é extremamente limitado no habitáculo MX-5, onde não existem nem porta-luvas nem espaços para colocar objectos nas portas. O único lugar para arrumar os seus pertences é um cubículo raso sob o braço central, um cubículo um pouco maior entre os dois assentos e uma bandeja rasa na base do painel, que é do tamanho certo para um telemóvel. A mala é também de reduzidas dimensões (127L) suficiente para colocar algumas compras ou então um saco de viagem para aquelas escapadinhas de fim-de-semana.

No aspecto dinâmico e começando pela ligação ao solo, notamos que a suspensão deste Mazda apesar de cumprir com distinção no aspecto de um comportamento mais desportivo, funciona também muito bem em termos de conforto para condutor e passageiro, absorvendo e filtrando as irregularidades do piso. A direcção é ponderada e precisa, contribuindo para a reconhecida agilidade e capacidade de mudar de direção rapidamente do MX-5, capacidade essa que advém também da quase perfeita distribuição de pesos do roadster nipônico. Nada a dizer em relação aos travões de disco (frente e trás) que equipam este Mazda e que cumprem na perfeição o seu papel.

A unidade testada estava equipada com o motor SKYACTIV-G 2.0 da Mazda, unidade motriz que produz 160 cv e possui um binário de 200nm às 4600rpm. Com um peso de 1055 kgs, o MX-5 RF consegue uma aceleração dos 0-100km/h de 7,5s. Pudemos comprovar a grande qualidade dinâmica deste propulsor, que funciona melhor nas rotações mais altas, sendo entusiasmante a forma como o pequeno carro desenvolve com a juda de uma caixa de velocidades manual de seis velocidades, curta e directa, que faz com as rotações pouco caiam a cada passagem. Ainda assim e na nossa opinião, faltam a este motor 20 a 30 cavalos para este se mostrar perfeito para esta “roupagem”, um pequeno “danoninho” que tornaria o MX5 ainda mais entusiasmante.

Ficamos com pena de entregar o pequeno Mazda MX-5, o que diz bem sobre a impressão final muito positiva com que ficamos do pequeno roadster japonês, que continua a merecer o lugar que ocupa entre os líderes desta categoria de veículos. Os preços para este carro começam nos 29.840 euros, com a Mazda a oferecer uma escolha diversificada em termos de packs.

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