Equipa de Coimbra nas 24 Horas TT de Fronteira

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O grande desafio é não perder tempo. E como o tempo é dinheiro, o quarteto de Coimbra, Ludgero Santos, Nuno Neto, Ivo Monteiro e Milton Dias, está de “alma-e-coração” na 21.ª edição das AFN 24 Horas TT Vila de Fronteira ao volante de um Opel Astra Proto.

Está tudo a postos para mais um compromisso na lama, se chover, ou no pó, caso faça sol. De uma forma ou de outra, todos os caminhos vão dar à vila alentejana de Fronteira, com o calor das emoções a “derreter” o frio, sobretudo durante a noite. É assim aquase todos os anos. E é todos os anos que um mar de gente “entra” num “mundo” fora do normal.

Quem está dentro de todos os parâmetros é a equipa de Coimbra formada por Ludgero Santos, Nuno Neto, Ivo Monteiro e Milton Dias que vai apresentar o Astronda, viatura preparada para abordar a prova do ACP Motorsport, nos dias 1 e 2 de Dezembro, com a máxima agilidade.

Será ao volante de um Opel Astra Proto que o quarteto proveniente de Coimbra tem como objectivo chegar ao fim e, se possível, no melhor resultado possível. Pela frente terá, no entanto, de enfrentar lutas titânicas que será mais um motivo de grande interesse nesta 21.ª edição das AFN 24 Horas TT Vila de Fronteira.

O “produto” nacional do Agrupamento T1 é o “explosivo” com que os quatro pilotos vão utilizar para responder cabalmente à competição organizada pelo ACP Motorsport. A “bomba” Astronda não é mais que uma máquina concebida, inicialmente, por Nuno Neto e Mário Ribeiro, para “atacar”, precisamente, as 24 Horas TT de Fronteira.

«Começámos a fazer uns desenhos, umas contas e foi um passo até arranjar uma garagem, em Mogofores, onde cortávamos os tubos e os soldávamos. Naquela altura, há cerca de oito anos, gostávamos da carroçaria do Astra GTC e, como desempenhava funções de liderança na Opel, em Coimbra… Naturalmente que o modelo para as fibras estava escolhido», sublinhou Nuno Neto.

Tudo ganhava configuração e, o estado de espírito, solidifica-se com a aquisição do salvado de um GTC: «Fizemos as alterações e o respectivo molde de maneira a ter a carroçaria toda em fibra. O baixo peso do carro sempre foi um objectivo. Depois de muitas centenas de horas, com prejuízo da família e dos amigos, o projecto começou a ganhar forma», especificou.

No entanto, e contra a corrente de todo os ideais, «vimo-nos obrigados a descontinuar o projecto por período» enquanto surgiu a empresa Extra Motion – Engineering & Performance: Driving Emotions.

«Posteriormente, e já com o Ludgero Santos, o Ivo Monteiro e o Milton Dias, retomei a construção do carro». «Nesta última fase, optámos por um motor Honda, 2400cc, uma caixa sequencial de 6 velocidades, tracção traseira, ao género dos buggys mais recentes», explicou Nuno Neto, de forma detalhada, a evolução do percurso do Astronda.

Sempre com o AFN 24 Horas TT Vila de Fronteira no horizonte, e tratando-se de uma prova de resistência, «optámos por estagnar praticamente o desenvolvimento o motor, deixando-o com cerca de 220cv». «A suspensão é independente às quatro rodas, com dois amortecedores por toda e os pneumáticos são mais largos atrás do que à frente», confidenciou.

Em suma, e depois de muito trabalho e abnegação, Nuno Neto disse que «foi conseguido um carro equilibrado, com uma repartição de peso de 50% por eixo, construindo uma viatura divertida de conduzir, principalmente para quem gosta de curvas em powerslide».

Resta agora à formação “Astronda” desempenhar o seu papel no Terródromo de Fronteira, nos dois primeiros dias de Dezembro, com o número 12 nas portas do Opel Astra Proto para não perder o espírito da «boa disposição, pese embora o outro foco seja o de rodar o mais à frente possível do competitivo pelotão», referiu, por seu turno, Ludgero Santos.

«Estamos preparados, não só para enfrentar terrenos que exigem boa preparação física, como vamos querer sair do “labirinto” do Terródromo de Fronteira numa boa posição», acrescentou Ludgero Santos.

A 21.ª edição AFN 24 Horas TT Vila de Fronteira arranca no próximo sábado, pelas 14h00, e juntam os melhores pilotos do TT nacional e internacional. A cerimónia simbólica de partida realiza-se, como habitualmente, na noite que antecede a partida, junto ao Centro de Interpretação da Batalha dos Atoleiros, no centro da Vila de Fronteira.

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